A Prefeitura abriu uma licitação estimada em R$ 508.676,77 para contratar a empresa que será responsável pela reforma da Praça dos Pretos Velhos, localizada no cruzamento das avenidas Fábio Zahran e Salgado Filho, no Jardim Paulista, área que integra o Parque Linear do Bandeira. A sessão para recebimento das propostas está marcada para 11 de dezembro, às 7h44, com julgamento pelo critério de menor preço e contratação no regime de empreitada por preço unitário.
O projeto contempla a revitalização completa dos 23.845 metros quadrados da praça, onde está instalado o monumento criado pela artista Gentil da Silva Menezes. Segundo o memorial técnico, a intervenção busca recuperar a funcionalidade do espaço e ampliar a segurança, hoje comprometida pelo desgaste provocado pelo tempo e pela ausência de manutenção contínua.
Entre as melhorias previstas, estão a reconstrução da quadra poliesportiva, a instalação de um novo playground, a criação de uma estação de ginástica ao ar livre, a execução de calçadas em concreto e a montagem de um redário. O pacote inclui ainda serviços de paisagismo, com o plantio de mudas de ipê, além de reparos estruturais em diversos pontos do local.
Os equipamentos da área de ginástica serão confeccionados com colunas de eucalipto tratado de 20 centímetros de diâmetro, enquanto as barras de apoio utilizarão tubos de aço carbono. Já os bancos terão estrutura em alvenaria, feitos com blocos cerâmicos ou de concreto assentados com argamassa.
A justificativa técnica aponta que a contratação de uma empresa especializada é a alternativa mais eficiente, por concentrar as responsabilidades em um único contrato e exigir comprovação de capacidade técnica e financeira da futura executora. O prazo de vigência será de 90 dias, acrescido do período necessário para realização das obras, conforme o cronograma físico-financeiro. A Sisep (Secretaria de Obras e Serviços Públicos) será responsável por fiscalizar todas as etapas.
A Praça dos Pretos Velhos, popularmente chamada de Praça do Preto Velho devido à estátua instalada no local, foi instituída pela Lei 3.141 em maio de 1995, na gestão de Juvêncio César da Fonseca. A escultura foi doada à prefeitura pela Federação dos Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios de Mato Grosso do Sul. Ao longo dos anos, o espaço recebeu ações comunitárias, como a revitalização feita por grupos de amigos em 2021 e a restauração voluntária do monumento, realizada em 2022 pelo pedreiro Henrique Rodrigues após episódios de depredação. Atualmente, o local também abriga as feiras Ziriguidum e Meus Axés.




