Campo Grande enfrenta, neste mês de fevereiro, um volume de chuvas acima da média histórica. Conforme dados da Defesa Civil Municipal, o acumulado já supera os 300 milímetros — praticamente o dobro do esperado para o período.
O cenário atípico também se reflete no aumento das ocorrências registradas na cidade. De acordo com o coordenador de Proteção e Defesa Civil da Capital, Eneas Netto, houve crescimento nos atendimentos relacionados aos temporais. “Temos observado muitas quedas de árvores e alagamentos de maior intensidade que no mesmo período do ano passado”, afirma.
Diante do volume expressivo de precipitações, a necessidade de ampliar e modernizar o sistema de drenagem urbana volta ao centro do debate, especialmente em razão da expansão da cidade. Para enfrentar os impactos, o município mantém obras estruturantes e medidas permanentes de mitigação.
Investimentos para reduzir impactos
Entre as principais estratégias estão as bacias de amortecimento, estruturas que auxiliam no controle do escoamento da água da chuva e ajudam a diminuir os riscos de enchentes. “Hoje, uma das ferramentas que se utiliza para evitar enchentes, são as bacias de amortecimento, e desde 2023 já foram duas ativadas, três estão em execução e mais duas terão as obras iniciadas em breve”, destaca o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli.
Outras intervenções incluem o desassoreamento do córrego Imbirussu, na região do Zé Pereira; obras de drenagem e pavimentação no Bosque das Araras; e a limpeza do córrego Prosa, nas proximidades do Shopping Campo Grande. Segundo a administração municipal, essas ações contribuíram para reduzir pontos historicamente afetados por alagamentos.
O secretário também ressalta que há exigências específicas para novos empreendimentos. “Ainda há uma regulamentação específica para empreendimentos acima de 500 metros quadrados impermeabilizado, é exigido o sistema de drenagem para autorizar a obra”, reforça. Ele explica que as definições sobre o volume de água a ser retido e o destino da drenagem — se para a rede pública ou para córregos — são estabelecidas no momento do licenciamento ambiental.
Atendimentos emergenciais
Além das obras de caráter estrutural, a Prefeitura intensificou as ações emergenciais para atender as demandas provocadas pelas chuvas. Apenas neste mês, a Defesa Civil contabilizou 143 atendimentos relacionados aos temporais.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) também mantém uma força-tarefa voltada à recuperação da malha viária. Em média, cerca de 2,1 mil buracos são tapados diariamente na Capital, em um esforço para minimizar os transtornos causados pelo excesso de chuva.




