A Prefeitura de Campo Grande está fortalecendo as políticas de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), iniciativa que transforma áreas ocupadas de forma irregular em propriedades legalmente reconhecidas. A ação garante aos moradores o título definitivo de seus imóveis, promovendo cidadania e segurança jurídica.

Inserido no Programa Sonho Seguro, o trabalho tem como objetivo assegurar o direito à moradia digna a aproximadamente 10 mil famílias da Capital. Além de garantir a posse legal dos imóveis, a regularização reduz desigualdades sociais e contribui para o desenvolvimento urbano equilibrado.

Para agilizar o processo e ampliar o alcance das ações, o município dividiu o planejamento em sete regiões urbanas, além de áreas complementares. Esse modelo descentralizado permite o trabalho simultâneo entre equipes técnicas e sociais, evita a sobreposição de ações e otimiza o uso de recursos públicos.

Ao todo, serão regularizados 4,78 milhões de metros quadrados distribuídos entre as regiões da cidade. Veja a estimativa:

Região UrbanaÁrea (m²)Famílias estimadas
Anhanduizinho734.740,891.858
Bandeira235.733,29409
Imbirussu1.249.412,081.500
Centro403.000,001.470
Lagoa115.204,87379
Prosa498.368,242.913
Segredo447.202,32776
Outros1.098.544,44695
Total4.782.206,1310.000 famílias

A regularização fundiária é acompanhada em todas as etapas, desde o estudo das áreas e diagnóstico social até a entrega da Certidão de Regularização Fundiária (CRF), documento que confirma oficialmente a propriedade. O processo também incentiva a participação das comunidades, valoriza a função social da propriedade e aumenta a transparência na gestão pública.

“A Regularização Fundiária, por meio do Programa Sonho Seguro, representa o maior esforço já realizado pela Prefeitura de Campo Grande para garantir moradia digna, cidadania e segurança jurídica às famílias. Dessa forma, estamos assegurando que essas áreas sejam integradas de forma definitiva ao planejamento urbano da Capital e que milhares de famílias tenham o direito de viver com mais segurança e qualidade de vida”, destaca o diretor-presidente da EMHA, Claudio Marques.

Além do impacto social, a Reurb traz resultados positivos para a administração municipal. A formalização dos imóveis permite atualizar o cadastro imobiliário e fortalecer a arrecadação tributária. Hoje, muitas dessas residências não constam no sistema oficial e, por isso, não contribuem com tributos. Com a titulação, passam a fazer parte da base fiscal, possibilitando investimentos em infraestrutura, habitação, saúde e educação.