A antiga rodoviária de Campo Grande, conhecida hoje como Centro Comercial Condomínio Terminal Oeste, passa por uma transformação que vai além da estética. Com a revitalização em estágio avançado e previsão de entrega para o final deste ano, o local já apresenta sinais claros de valorização imobiliária e retomada da atividade comercial.

Desde o início das obras em 2022, orçadas em R$ 16,5 milhões, o espaço atraiu o interesse de compradores e investidores. As 233 salas comerciais, com preços a partir de R$ 100 mil, já foram todas adquiridas. Segundo o síndico do condomínio, Paulo Pereira, o sucesso na comercialização surpreendeu. “Não tem mais sala abaixo de R$ 100 mil. Algumas pessoas já adquiriram suas salas e alguns proprietários que estavam desaparecidos reapareceram”, afirmou na quarta-feira (30).

Localizado no coração da cidade, no perímetro entre as ruas Dom Aquino, Barão do Rio Branco, Vasconcelos Fernandes e Joaquim Nabuco, o prédio conta com uma área de 5,1 mil metros quadrados distribuída em dois pavimentos. A obra também contempla a construção adicional de mais de mil metros quadrados na Rua Joaquim Nabuco, distribuídos em dois andares.

Empreendimentos como uma cafeteria, um banco digital, um mini mercado e uma loja de cosméticos estão entre os negócios que devem movimentar a nova fase do centro comercial. Alguns deles já sinalizam presença com faixas e banners nas fachadas das salas onde se instalarão.

Inicialmente, a entrega do projeto estava prevista para junho de 2023, mas o cronograma sofreu alterações devido a imprevistos técnicos. Um problema no solo, não identificado no planejamento original, desacelerou o ritmo da obra, que, na data prevista para conclusão, havia avançado apenas 9%.

Além das lojas e espaços comerciais, o projeto também prevê a instalação de órgãos públicos no local. A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes) e a Fundação Social do Trabalho (Funsat) ocuparão áreas do prédio após a conclusão da reforma. As antigas plataformas de ônibus darão lugar a um corredor de acesso à galeria e às repartições públicas, com a proposta de um calçadão arborizado e integrado ao ambiente urbano.

A revitalização atual é apenas mais um capítulo da história do edifício, que foi construído na década de 1970 e desativado em janeiro de 2010. Desde então, diversas propostas de ocupação foram cogitadas — entre elas, a criação de uma incubadora de empresas, um restaurante popular, e até a instalação de um anexo do Tribunal de Justiça —, mas nenhuma chegou a ser executada.

Agora, com obras concretas em andamento e a totalidade das salas comerciais ocupadas, o antigo terminal se prepara para voltar a ser um polo de referência no centro da Capital.