A licitação dos radares, que envolve valor de até R$ 50,2 milhões, entra no dia 6 de agosto na etapa de testes pelas ruas de Campo Grande. O aviso foi publicado na edição desta quinta-feira (dia 10) do Diário Oficial da Capital.

Os testes de avaliação em escala real serão em seis pontos da cidade. A lista inclui o cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Rui Barbosa (sentido Centro/bairro); Avenida Júlio de Castilho (sentido bairro/Centro); Avenida Duque de Caxias (sentido Centro/bairro); rotatória na confluência das vias Gury Marques, Costa e Silva, Senador Antônio Mendes Canale e Dr. Olavo Vilella de Andrade; Avenida Gury Marques, próximo ao anel rodoviário (sentido bairro/Centro); e na sede da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), localizada na Avenida Gury Marques, 2395.

Do valor total de R$ 50.255.742,97, são R$ 43,5 milhões para equipamentos de fiscalização de velocidade, software para talonário eletrônico de infrações, câmera de videomonitoramento, coleta de imagem, monitoramento de ruído de tráfego e plataforma de gestão de dados. Já R$ 1,5 milhão é o custo da central de monitoramento de trânsito.

O mesmo valor de R$ 1,5 milhão vai para sistema de cerca eletrônica (os equipamentos deverão possibilitar a leitura e reconhecimento das placas de todos os veículos que passar pelo local e armazená-las no equipamento por um período mínimo de 60 dias). Outros R$ 4 milhões são para sistema de processamento de imagens.

 Os equipamentos, de acordo com as suas aplicações, deverão possibilitar o registro das seguintes infrações de acordo com cada modelo previsto: desrespeitar o sinal vermelho do semáforo, parar sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso, desrespeitar a velocidade regulamentada para a via, conversão e retorno proibidos, faixa exclusiva e excesso de ruído.

Empresas de São Paulo e Paraná que pediram informação ao poder público sobre o pregão eletrônico.

A reportagem questionou a prefeitura sobre o período de testes e se eventuais multas serão válidas. Nossa equipe de reportagem aguarda resposta.

Crédito: Campo Grande News por Aline dos Santos