A Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários) divulgou, em edição extra do Diogrande desta sexta-feira (12), a relação dos 21 empreendimentos que compõem o “Natal dos Sonhos”, dentro do 10º Feirão Habita Campo Grande. As unidades estão distribuídas por bairros como Centenário, Moreninha, São Conrado, Tarumã, Nasser, Panamá, Parque Residencial União, Jardim Tarumã, Parati, Jardim Presidente e Vila Planalto.
O feirão reúne 716 moradias — entre casas e apartamentos — destinadas a famílias com renda de até sete salários mínimos. Além do subsídio municipal para reforçar a entrada, será possível acumular benefícios estaduais ou federais, desde que os critérios de cada programa sejam cumpridos. Para concorrer, o interessado precisa estar inscrito no cadastro geral da Emha, não possuir imóvel no próprio nome e não ter participado anteriormente de iniciativas habitacionais.
A lista de empreendimentos traz opções como o Residencial Itatim, com 38 casas de 39,81 m² no Centenário; o Villas de Madrid, que oferta 70 apartamentos de 51,5 m² na Moreninha; e as unidades Morada do Sabiá I e II, cada uma com 100 casas de 43,85 m² no São Conrado. No Tarumã, entram no feirão o Residencial Dona Flor (sete casas de 42,12 m²), além dos residenciais Cravo e Canela (cinco casas cada), Vila São Miguel (cinco casas), Itabuna (sete casas), Santa Bárbara (sete casas) e Mar e Sol (seis casas).
Também participam grandes conjuntos, como o Castello di Mathisa, com 200 apartamentos de 41 m² no bairro Nasser, e o Castelo de Orleans, com 100 unidades de 41 m² no Panamá. O Residencial de Siena, com um apartamento no Parque Residencial União, e outros projetos menores também foram confirmados: Residencial Bélgica (13 casas de 45,93 m² no São Conrado), Honduras (25 casas de 45,2 m² no Jardim Tarumã), El Salvador (18 casas de 45,2 m² no Jardim Tarumã) e Mar del Plata (duas casas de 63,2 m² no São Conrado).
Completam a lista o Residencial Aimorés (quatro casas de 46,96 m² no Centenário), o Villagio Parati (três casas de 41 m²), o Residencial Nascente do Segredo (três unidades de 48,15 m² no Jardim Presidente) e o Residencial Mayer (quatro casas de 54,41 m² na Vila Planalto). As construtoras participantes deverão comunicar à Emha, mensalmente, todos os contratos fechados, valores antes e depois do desconto e manter o cadastro de imóveis atualizado.
Durante o feirão, entre 12 e 23 de dezembro, os contratos de compra e venda deverão ser protocolados diretamente no estande da Emha, instalado na Rua 14 de Julho, nº 2.374, no Centro. A ordem de entrega desses documentos define quem terá prioridade na obtenção dos subsídios do Programa Bônus Sonho de Morar. Apenas negociações formalizadas e entregues no local serão consideradas para concessão do benefício.
Os subsídios variam conforme a renda familiar: R$ 20 mil para quem recebe até R$ 2.850; R$ 10 mil para quem tem renda entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700; e R$ 6 mil para famílias com renda de até sete salários mínimos. O pagamento será parcelado, com liberação em até 20 meses, 15 meses ou 10 meses, dependendo do valor concedido. O descumprimento de qualquer regra pode resultar na rescisão do Termo de Adesão. A Emha também publicará no Diário Oficial todos os atos relacionados ao programa, incluindo listas de inscritos e contemplados.
Segundo portaria publicada em 3 de dezembro, apenas empresas que alugarem espaço com a OSCIP responsável pela organização poderão participar do feirão, mesmo aquelas que já possuem termo vigente com a agência. As empresas terão sete dias, a partir da publicação, para solicitar adesão ao programa, ficando autorizadas por 12 meses — período que pode ser prorrogado por até 60 meses.
O subsídio municipal será concedido exclusivamente para moradias de até R$ 250 mil ofertadas por empresas credenciadas, com desconto mínimo de R$ 6 mil sobre a entrada. Após aprovação do cadastro, o solicitante deve pedir o repasse à Emha, que fará o depósito diretamente na conta indicada. O prazo final para requerer o benefício e concluir a compra é 30 de novembro de 2026; após essa data, o subsídio será perdido.
Depois de firmado o contrato com a construtora e o agente financeiro, o beneficiário deverá entregar a documentação na sede da Emha para abertura do processo. Os repasses seguem o mesmo cronograma informado anteriormente: até 20 meses para subsídios de R$ 20 mil, até 15 meses para R$ 10 mil e até 10 meses para R$ 6 mil.




