Duas políticas públicas desenvolvidas pela Prefeitura de Campo Grande foram reconhecidas pelo Ministério das Cidades e incluídas no Mapeamento de Iniciativas Climáticas Urbanas no Brasil, divulgado nesta segunda-feira. O estudo integra a Agenda de Sustentabilidade da pasta e conta com apoio da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, reunindo projetos de diversas regiões do país que apresentam soluções inovadoras diante dos efeitos do clima nas áreas urbanas.
Entre as iniciativas selecionadas estão a Revisão do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) — que incorpora a Regra 3-30-300 — e o Projeto Via Verde, voltado à arborização de calçadas em comunidades mais vulneráveis. Ambos fazem parte do Programa de Arborização Urbana do município.
A publicação detalha ações que contribuem para mitigar emissões e promover adaptação climática. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a escolha reforça a seriedade do trabalho local.
“Campo Grande demonstra que planejamento, ciência e participação social caminham juntos. Esses dois projetos traduzem nossa visão de cidade resiliente e preparada para enfrentar os impactos climáticos com soluções práticas e inclusivas”, afirmou.
O levantamento reuniu 206 iniciativas habilitadas entre as 412 propostas encaminhadas por prefeituras de todo o país. Do total, 40% são voltadas à adaptação, 32% à mitigação e 28% combinam ambas as estratégias — um indicativo do avanço técnico e político das cidades brasileiras na agenda climática.
A prefeita Adriane Lopes destacou que a participação de Campo Grande coloca o município em posição de destaque nos debates nacionais sobre sustentabilidade.
“Esse reconhecimento coloca Campo Grande no centro das discussões climáticas do país. Estamos construindo uma cidade que olha para o futuro com responsabilidade, planejamento e cuidado com as pessoas. Ser destaque em um catálogo nacional reforça que estamos no caminho certo”, declarou.
O ministro das Cidades, Jader Filho, também ressaltou a relevância do mapeamento. Segundo ele, as soluções já implementadas pelos municípios são fundamentais para orientar políticas públicas e inspirar outras regiões. “Este mapeamento mostra que as soluções climáticas já estão nas cidades. Cabe a nós, no governo federal, apoiar e divulgar essas experiências para que elas possam ser adotadas por outras cidades.”
O conteúdo completo pode ser consultado em um painel interativo da Agenda de Sustentabilidade do Ministério das Cidades, disponível em seis idiomas e com links diretos para cada iniciativa.
Além disso, foi lançado o Catálogo de Iniciativas Climáticas Urbanas, que reúne a metodologia do mapeamento, a categorização das ações e fichas detalhadas de todos os projetos. O material foi apresentado durante sessões oficiais da COP 30, no Pavilhão Brasil (Zona Verde) e no Pavilhão do IBAM (Zona Azul), abordando temas como calor extremo, adaptação e ação climática nas cidades.
As iniciativas contempladas contribuem para reduzir desigualdades, aprimorar a qualidade ambiental nas áreas urbanas e impulsionar o desenvolvimento resiliente, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável — especialmente o ODS 11, que trata de cidades e comunidades sustentáveis.




