Depois de dias de expectativa e promessas de instabilidade, Campo Grande e boa parte da região central de Mato Grosso do Sul finalmente registraram uma chuva intensa na noite de quarta-feira (12). Em cerca de seis horas, a capital acumulou volumes expressivos — com destaque para os 93,4 milímetros medidos na região da Vila Progresso, entre 20h e o início da manhã desta quinta-feira (13), conforme o meteorologista Natálio Abrahão.
Todo esse volume foi direcionado ao Lago do Amor, que desta vez resistiu à enxurrada. A barragem do lago havia se rompido parcialmente em março de 2023 e passou por reconstrução, recebendo um novo vertedouro que custou mais de R$ 4 milhões. Contudo, em março de 2025, parte da estrutura voltou a ceder diante de outro temporal.
Após o novo colapso, o sistema passou por redimensionamento e a chuva desta semana marcou o primeiro teste real desde as obras de reforço. Segundo informações da prefeitura, o vertedouro suportou bem a pressão e não houve transbordamento. Ainda assim, a reconstrução da barragem segue em andamento.
Os pluviômetros espalhados por Campo Grande também registraram altos índices. No Carandá Bosque, o volume chegou a 75,7 milímetros, enquanto na UPA da Avenida Guaicurus, na região sul, choveu 78,3 milímetros — sendo 69 milímetros acumulados em apenas duas horas. Já no entorno do Aeroporto Internacional, foram 68 milímetros. A média histórica para novembro é de 170 milímetros, e só na região da Guaicurus já foram contabilizados cerca de 117 milímetros neste mês.
Fora da capital, municípios da região central, como Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, também registraram precipitações relevantes, com 23, 24 e 32,8 milímetros, respectivamente.
Na porção sudoeste do Estado, o cenário foi ainda mais intenso. Em Porto Murtinho, por exemplo, o acumulado ultrapassou 63 milímetros, enquanto Bela Vista e Caracol também tiveram chuvas volumosas.
O temporal veio acompanhado de ventos fortes em várias regiões de Mato Grosso do Sul. Em Costa Rica, na região nordeste, as rajadas chegaram a 79,6 km/h. Já em Naviraí e Anaurilândia, no sul do Estado, as velocidades alcançaram 77 km/h e 75,6 km/h, respectivamente.




