A edição desta sexta-feira (15) do programa “CCZ nas Ruas”, no Bairro Coophasul, em Campo Grande, tem como foco a triagem e identificação de escorpiões. Das 8h às 11h30, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estarão na Associação de Moradores recebendo exemplares trazidos pela população, identificando as espécies e orientando sobre prevenção.
O médico veterinário Cléber Galvão, supervisor do laboratório do CCZ, destaca a importância da ação para mapear áreas com maior infestação. “Já foram notificados muitos acidentes com escorpiões este ano na Capital. A intenção é que os moradores tragam os exemplares encontrados em casa. Fazemos a identificação e, quando necessário, agendamos visita técnica para controle no local”, explicou.
Além da triagem, o CCZ reforça medidas preventivas para reduzir acidentes, como vedar frestas, tampar ralos e manter portas bem fechadas. Essas barreiras físicas dificultam a entrada dos animais e são fundamentais antes de aplicar qualquer produto de controle.
Entre os escorpiões de maior risco estão o amarelo (Tityus serrulatus), considerado o mais perigoso, e o Tityus confluens, mais comum na região. O veneno pode causar desde irritações graves até risco de morte, especialmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
A ação também oferece serviços gratuitos, como vacinação antirrábica para cães e gatos, testes rápidos para leishmaniose visceral canina, avaliação de gatos com suspeita de esporotricose e coleta de material para exames no laboratório móvel.
Moradores destacam a relevância do atendimento. Antônio Edilton de Oliveira Dourado, 57 anos, levou sua cadela Toia, que apresentava fraqueza e tremores, para consulta. Ele comentou sobre a importância da ação e sugeriu ampliação das atividades do CCZ. “Esse serviço é muito importante, mas tinha que ter um trabalho mais ostensivo. Tem muito animal solto na rua. A gente cuida do nosso, mas outros ficam por aí, transmitindo doenças. E o horário é complicado: começa às 8h, vai até 11h30. Quem trabalha não consegue vir”, afirmou.
A aposentada Guaraciema Delfim Coutinho, de 78 anos, chegou às 5h30 para garantir atendimento à cadela Milu, de oito meses. “Achei que começava às 7h, mas valeu a pena. Vim procurar castração para evitar doenças, porque já ouvi falar que pode prevenir câncer. E também não quero que ela tenha crias. Minha filha viu a reportagem e me avisou ontem à noite”, contou.
Já Auta de Oliveira Cardoso, 77 anos, levou os três gatos da família — Raja, Luís e Maia — para agendar castração e vacinação. “Dois são machos, filhos de uma gata que apareceu, e vão fazer um ano. Eles fogem muito e não quero que peguem cria com a fêmea. Uma amiga comentou da ação, vim ver se era verdade e aproveitar para vacinar também. Lá em casa, felizmente, não tenho problema com escorpião”, disse.




