A Prefeitura de Campo Grande abriu nesta quarta-feira (30) processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 191 agentes patrimoniais que atuarão nas escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino). As inscrições são gratuitas, exclusivamente on-line, e seguem até as 17h do dia 5 de maio.
O contrato terá vigência até 10 de dezembro de 2025, conforme decisão judicial que prorrogou a validade dos vínculos. O salário oferecido é de R$ 1.518,00 para jornada de 12x36 horas semanais, e o requisito mínimo para o cargo é ser alfabetizado. As inscrições podem ser realizadas por meio deste link.
Entre as atribuições dos agentes estão zelar pela segurança das unidades escolares, fiscalizar dependências, monitorar entradas e saídas, relatar irregularidades à direção e colaborar com ações de proteção da comunidade escolar.
A seleção será feita por análise de títulos, com envio dos documentos de qualificação e experiência profissional entre os dias 30 de abril e 5 de maio, exclusivamente pelo e-mail: patrimonial@semadi.campogrande.ms.gov.br. As etapas do processo, incluindo resultados e homologações, serão divulgadas no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).
Impasse judicial - A reabertura das contratações ocorre em meio a um impasse jurídico. Em 10 de fevereiro, os contratos dos agentes patrimoniais foram encerrados por determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, após ação movida pela GMCG/MS (Associação da Guarda Municipal de Campo Grande). A Justiça determinou que a Prefeitura deixasse de usar terceirizados na segurança de prédios públicos.
Desde 2018, os patrimoniais atuavam em escolas da Capital na escala 12x36, inclusive aos finais de semana. Mesmo com a sentença judicial, o município renovou os contratos em 19 de fevereiro e agora volta a autorizar novas admissões.
De acordo com a justificativa apresentada no edital, a medida busca atender uma necessidade emergencial de segurança nas 205 escolas da Reme, que somam mais de 111 mil alunos.
A Prefeitura também aponta a falta de servidores concursados e a demanda crescente como fatores que motivaram a contratação temporária, destacando ainda que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) tem atuado no apoio à vigilância, mas de forma insuficiente para cobrir todas as unidades.
Crédito: Campo Grande News por Mylena Fraiha




