O mercado de trabalho em Campo Grande segue em ascensão, conforme indica o relatório semestral do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Nos primeiros seis meses do ano, a Capital registrou um saldo positivo de 6.307 empregos formais, resultado da diferença entre 79 mil admissões e 72.813 desligamentos. Esse desempenho representa um crescimento de 2,55% no nível de ocupação, segundo análise do Observatório do Mercado de Trabalho da cidade.
Esse cenário de expansão coloca Campo Grande na liderança estadual em geração de empregos, concentrando 26,5% das 23.738 vagas formais criadas em Mato Grosso do Sul no período. Na sequência aparecem os municípios de Inocência, com 1.958 novos postos, e Três Lagoas, com 1.510.
Responsável pela administração do Observatório e também pela agência de intermediação de mão de obra, a Funsat (Fundação Social do Trabalho) tem desempenhado papel estratégico na aproximação entre profissionais e o mercado.
“A FUNSAT tem trabalhado para fortalecer a intermediação de mão de obra e ampliar o acesso da população às oportunidades. Esses resultados demonstram que estamos no caminho certo, com ações que aproximam o trabalhador das vagas e qualificações exigidas pelo mercado”, declarou o diretor-presidente da fundação, João Henrique Lima Bezerra.
A atuação da fundação também resultou na divulgação de aproximadamente 9 mil novas vagas no semestre. De acordo com Denize Morais, diretora de Vagas e Emprego, o trabalho desenvolvido tem priorizado a análise de perfis profissionais e a identificação das ocupações mais demandadas.
“Temos feito um trabalho estratégico junto aos empregadores e trabalhadores, com foco na identificação de perfis profissionais e ocupações mais demandadas. O setor de Serviços, por exemplo, tem absorvido trabalhadores com formação técnica e ensino superior, o que também sinaliza uma transformação no perfil das vagas”, explicou.
Outro dado relevante do estudo diz respeito à permanência média no emprego na Capital, que foi de 15,4 meses — um indicativo de estabilidade nos vínculos empregatícios.
Serviços, Construção e Comércio impulsionam os números
Dos cinco principais segmentos econômicos analisados, três foram responsáveis pela maior parte da geração de empregos: Serviços, Construção Civil e Comércio.
O setor de Serviços teve o melhor desempenho, respondendo por 58% do saldo total de contratações formais, com 3.661 novos postos. Áreas como Educação, Informação e Comunicação, bem como atividades financeiras, imobiliárias e administrativas foram destaque nas admissões.
A Construção Civil aparece na sequência, com saldo positivo de 1.291 empregos, impulsionada por obras de edifícios, infraestrutura urbana e serviços especializados, como preparação de terrenos e acabamento.
Já o Comércio teve incremento de 503 novas vagas, principalmente no segmento atacadista. A Agropecuária contribuiu com 439 postos e a Indústria, com 413.
Desempenho positivo também em junho
Os dados de junho confirmam a trajetória de crescimento do emprego formal em Campo Grande. No último mês do semestre, a cidade contabilizou 366 novos postos de trabalho, com o setor de Serviços mais uma vez à frente, gerando 199 vagas.
A Agropecuária ficou em segundo lugar no mês, com 123 admissões líquidas, seguida por Comércio (50) e Indústria (13). A única exceção foi a Construção Civil, que teve saldo negativo de 19 postos, contrariando a tendência do primeiro semestre.




