Campo Grande encerrou setembro reafirmando sua força como principal motor econômico de Mato Grosso do Sul. A capital manteve o melhor desempenho estadual na criação de empregos formais, atraiu novos investimentos e registrou crescimento no número de empresas abertas, refletindo um ambiente de negócios sólido e confiante.
De acordo com o Índice de Confiança das Famílias (ICF), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Fecomércio, o município alcançou 106,4 pontos no mês, com leve ajuste de 0,7% após três altas consecutivas — movimento considerado normal e indicativo de estabilidade. Mais da metade das famílias se mostram otimistas: 54,2% sentem segurança no emprego, 57,5% projetam boas perspectivas profissionais e 53,4% avaliam sua renda como estável.
A prefeita Adriane Lopes destacou que os resultados são fruto de planejamento e valorização das pessoas. “O desempenho da nossa economia é resultado de gestão responsável e de investimentos em qualificação e infraestrutura. Campo Grande tem se preparado para crescer de forma sustentável, gerando oportunidades e qualidade de vida”, afirmou.
Segundo o Observatório de Desenvolvimento Econômico da Semades, a cidade respondeu por 23,7% das 2.718 vagas formais abertas em Mato Grosso do Sul em setembro, com destaque para os setores de Serviços, Comércio e Construção Civil. O saldo positivo confirma a tendência de expansão que se mantém há oito meses consecutivos.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ademar Silva Junior, ressalta que a Rota Bioceânica tem fortalecido o potencial de atração de investimentos. “Temos empresas de logística, marketplaces e indústrias de grande porte em processo de licenciamento. Campo Grande está se consolidando como o principal hub logístico e de serviços do Centro-Oeste”, afirmou.
Setembro também marcou um recorde histórico no empreendedorismo: a Junta Comercial do Estado (Jucems) registrou 1.058 novas empresas, sendo 454 apenas na Capital — o equivalente a 42,9% do total. O setor de Serviços lidera com 72,2% dos registros.
A expectativa para o último trimestre do ano é de aceleração no consumo, impulsionada pelo 13º salário, restituições do Imposto de Renda e retomada das atividades agroindustriais após o vazio sanitário da soja.
Com investimentos anunciados de R$ 2,16 bilhões e projeção de mais de 3 mil empregos diretos, Campo Grande se prepara para um novo ciclo de crescimento. O avanço da Rota Bioceânica, que deve reduzir em até 17 dias o transporte de cargas até o Pacífico, coloca a Capital em posição estratégica no comércio internacional, integrando o Brasil a Paraguai, Argentina e Chile.




