Campo Grande segue em ritmo acelerado de desenvolvimento urbano, e um dos focos dessa transformação é o investimento em mobilidade sustentável. As obras de implantação de mais 1,33 km de ciclovia na Avenida Mato Grosso estão em andamento, ligando a Avenida Ceará à Avenida Mato Grosso e criando uma nova conexão entre a Avenida Nelly Martins e a Rua Professor Luís Alexandre de Oliveira.
A nova estrutura deve ser concluída até 30 de dezembro de 2025 e passará a integrar os 129 km de malha cicloviária já existentes na capital sul-mato-grossense. O projeto promete ampliar a segurança, o conforto e a qualidade de vida de quem escolhe pedalar como meio de transporte.
De acordo com a Prefeitura, o projeto faz parte do Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana (PDTMU) e está sendo executado como compensação pela construtora Plaenge. O objetivo é fortalecer a infraestrutura voltada à mobilidade não motorizada, garantindo um trânsito mais seguro e sustentável.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), responsável pelo planejamento da malha cicloviária, informa que os principais eixos de ciclovias estão localizados nas avenidas Duque de Caxias, Afonso Pena, Prefeito Lúdio Martins Coelho, Gury Marques e Cônsul Assaf Trad. O maior trecho contínuo fica na Avenida Afonso Pena, com 7,8 km de extensão.
O município deve ganhar ainda mais ciclovias nos próximos anos. Durante as comemorações dos 126 anos da cidade, em agosto, foi anunciada a ampliação da rede, que hoje já soma mais de 128 km. Com os novos projetos, Campo Grande terá um acréscimo de 18,62 km de novos trechos e requalificação de outros 8,20 km, incluindo ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas.
A Agetran detalha que, com investimento de R$ 1.002.100,00 provenientes da SUDECO, serão implantados 11,47 km de ciclovias em vias como a Avenida Tamandaré, Euler de Azevedo, Rodoviária, Rua Iguatemi, Rua Antônio Rahe, Senador Filinto Müller, Gabriel Spipe Calarge, George Chaia, Rua Anchieta, Carandá, Arica e Candelária. Além disso, recursos federais de R$ 1,5 milhão e R$ 4,78 milhões serão aplicados em 4,79 km de ciclovias na Avenida Nosso Senhor do Bonfim, entre a Cônsul Assaf Trad e a Desembargador Leão Neto do Carmo. Também estão previstas a requalificação de 8,20 km e a criação de 2,36 km adicionais em avenidas como Nelly Martins, Cônsul Assaf Trad, Zulmira Borba e Parque Soter.
Moradores e trabalhadores da região acompanham as transformações de perto. Leonice Ricarte, moradora do bairro Leblon, afirma que a novidade traz mais segurança. “A ciclovia é muito boa porque reduz os acidentes. E às vezes a gente quer atravessar a rua de um lado para o outro, a sinalização da ciclovia ajuda. Para quem tem essas motinhas elétricas e bicicletas é ótimo”, conta.
Vendedores e comerciantes também aprovam a iniciativa. Roberto Alves de Freitas Júnior, de 46 anos, que trabalha na Avenida Mato Grosso vendendo pelúcias de times de futebol, acredita que o projeto é essencial para aliviar o trânsito. “Para uma cidade com tanto carro, o investimento em ciclovias é essencial. Diminui acidentes e as pessoas têm mais opção para trafegar pela cidade. As ciclovias em todas as regiões são uma opção de ligação excelente na cidade.”
Entre os trabalhadores da obra, o sentimento é de orgulho. José Augusto, 40 anos, que atua há décadas na construção civil, destaca o impacto social do projeto. “A gente trabalha diretamente com essa melhoria para o povo, nas ciclovias, no asfalto, e isso é gratificante. É a sensação de estar contribuindo com a cidade, além de desempenhar meu ofício”, comenta.
Para quem usa a bicicleta como meio de transporte, a novidade é bem-vinda. Yara Ribeiro, vendedora de 29 anos, acredita que as novas conexões vão facilitar o deslocamento até o trabalho. “Moro no Noroeste, e com o viaduto sendo feito, essas ciclovias que ligam o parque vão deixar tudo muito rápido de bicicleta. Eu falo que essa pista aqui na frente do serviço vai me animar a trocar o ônibus pela bicicleta, porque em 20 minutos estarei aqui. Para quem vem do Parque dos Poderes vai ficar muito mais fácil.”
Já Kleber Castanho, de 47 anos, morador do bairro Pioneiros, elogia o ritmo das intervenções. “A obra tá sendo muito rápida por aqui. Vejo que as máquinas estão trabalhando, e isso é importante para o desenvolvimento da cidade.”
Com planejamento estratégico e obras em ritmo acelerado, Campo Grande consolida sua aposta em um modelo de cidade mais conectada, sustentável e preparada para o futuro da mobilidade urbana.




