Mais uma vez, Mato Grosso do Sul aparece entre os locais mais quentes do Brasil nas últimas 24 horas. Dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indicam que os termômetros ultrapassaram os 40°C na quinta-feira (16), especialmente nas regiões pantaneira e sudoeste. No entanto, enquanto o calor extremo predominou em boa parte do Estado, o sul enfrentou fortes chuvas e ventos que causaram danos.
De acordo com o levantamento, Aquidauana liderou o ranking nacional, registrando 40,1°C de máxima. Em seguida, aparece Porto Murtinho, com 39,9°C. Outras cidades sul-mato-grossenses também figuraram entre as 15 mais quentes do país: Paranaíba (39,3°C), Nhumirim-Corumbá (39°C) e Corumbá (38,8°C).
Na capital, Campo Grande teve uma das temperaturas mais elevadas do ano, chegando a 35,8°C. O recorde de 2024, até o momento, foi de 38,7°C, registrado em 11 de setembro.
Chuva intensa no sul
Enquanto o calor predominava em parte do Estado, o sul de Mato Grosso do Sul registrou volumes expressivos de chuva. Mundo Novo teve o maior acumulado das últimas 24 horas, com 38,2 milímetros, conforme o Inmet.
Em Caarapó, o temporal veio acompanhado de rajadas de vento que derrubaram árvores, principalmente na região central. Segundo o site Caarapó News, a força do vento chegou a arrancar raízes. Alguns bairros ficaram sem energia elétrica, mas não houve feridos.
Previsão: calor e tempestades
Para esta sexta-feira (17), o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) prevê que as temperaturas podem voltar a atingir os 39°C. Apesar disso, há possibilidade de chuvas e tempestades com raios, ventos fortes e até granizo, especialmente no sul do Estado.
A instabilidade é resultado da atuação de cavados em médios níveis da atmosfera, somada à presença de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e ao transporte de ar quente e úmido da região amazônica.
Primavera: estação de contrastes
O meteorologista Vinicius Sperling, do Cemtec, explica que a primavera é um período de transição entre a secura do inverno e o início do regime de chuvas do verão, característico da região central do Brasil.
Segundo ele, durante essa estação há um aumento gradual da umidade vinda da Amazônia, o que marca o retorno das chuvas e eleva as temperaturas devido à maior incidência de radiação solar. Por isso, os meses da primavera estão entre os mais quentes do ano, sendo outubro o mais quente em muitos municípios sul-mato-grossenses.
Sperling ressalta ainda que, por ser uma época de mudanças climáticas rápidas, a primavera é também o período com maior frequência de tempestades severas. Esses eventos, geralmente de curta duração, podem trazer chuvas intensas, descargas elétricas, ventos fortes e queda de granizo.




