Uma nova frente fria avança sobre Mato Grosso do Sul e promete aliviar o calor intenso registrado nos últimos dias. Na semana passada, o Estado concentrou as maiores temperaturas do país, conforme levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em 19 de fevereiro, Porto Murtinho e Amambaí lideraram o ranking nacional, com 37,9°C. Logo atrás apareceram Corumbá, com 37,8°C, e Maracaju, com 37,4°C.
Agora, a mudança no padrão atmosférico traz aumento de instabilidade e maior presença de nuvens carregadas, o que deve conter as máximas. Em grande parte do território sul-mato-grossense, os termômetros não devem ultrapassar os 30°C ao longo da semana.
Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a tendência é de chuvas mais frequentes nos próximos dias. Desde as 10h desta segunda-feira (23), todo o Estado está sob alerta para chuvas intensas, com possibilidade de acumulados de até 40 milímetros por dia e ventos de até 40 km/h.
Em áreas isoladas, há risco de temporais acompanhados de descargas elétricas e rajadas mais fortes. As condições são resultado da chegada da frente fria associada à formação de um ciclone extratropical. A elevada disponibilidade de umidade e a atuação de cavados favorecem a formação de instabilidades generalizadas.
Até terça-feira (24), a previsão indica chuva em todas as regiões. No Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, as mínimas variam entre 20°C e 22°C, com máximas que não devem passar de 29°C. No Bolsão e Leste, os termômetros oscilam entre 22°C e 30°C. Já na região Pantaneira e no Sudoeste, são esperadas mínimas de 24°C e máximas de 29°C. Em Campo Grande, a máxima prevista é de 25°C.
Na quarta-feira (25), a instabilidade pode perder força no Bolsão, mas persiste nas demais regiões. No Leste, as mínimas ficam em torno de 22°C e as máximas alcançam 29°C. No Sul e em Dourados, os termômetros marcam até 21°C nas primeiras horas do dia e 29°C à tarde.
No Sudoeste e no Pantanal, mesmo com chuvas intensas, as máximas podem chegar a 30°C, com mínimas entre 23°C e 24°C. Em Campo Grande, a previsão aponta máxima de 27°C.
Entre quinta-feira (26) e sexta-feira (27), o tempo tende a ficar mais firme, com sol e variação de nebulosidade, embora não se descartem pancadas isoladas e tempestades pontuais. A formação de um novo ciclone extratropical no Atlântico Sul entre quarta (25) e quinta (26) deve impulsionar um sistema de alta pressão pós-frontal, favorecendo tempo mais seco e temperaturas mais baixas no início do dia, podendo atingir 18°C, especialmente no sul do Estado.
Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as máximas voltam a subir, chegando a 34°C. No Bolsão, Norte e Leste, podem alcançar 33°C. Em Campo Grande, as mínimas variam entre 19°C e 21°C, e as máximas entre 29°C e 31°C.
Acumulados elevados
Além da queda nas temperaturas, o volume de chuvas tem chamado atenção. Conforme dados do Inmet, até as 8h desta segunda-feira (23), Ivinhema registrava o segundo maior acumulado do país em 24 horas, com 106,2 milímetros. O distrito de Nhumirim aparecia na sequência, com 101,6 milímetros.
No cenário nacional, o maior volume entre domingo e segunda foi registrado em Bertioga (SP), com 155,6 milímetros.
Em Campo Grande, o acumulado de fevereiro já se aproxima do dobro do observado no mesmo mês de 2025. De acordo com o Inmet, até o dia 22, foram contabilizados 228,6 milímetros, contra 116,8 milímetros no mesmo período do ano passado — diferença de 111,8 milímetros.
O total já superou com folga a média histórica para fevereiro na Capital, estimada em 180 milímetros. Esse patamar foi alcançado ainda no dia 19, restando nove dias para o fim do mês.
Com o alerta para chuvas intensas mantido ao menos até o fim desta segunda-feira (23), fevereiro de 2026 caminha para superar os 242,2 milímetros registrados em fevereiro de 2023. O mês já figura como o mais chuvoso dos últimos três anos e, caso a previsão se confirme, pode entrar para a lista dos fevereiros mais chuvosos da última década, marca que hoje pertence a 2019, quando o acumulado chegou a 251,4 milímetros.




