A névoa seca, fenômeno meteorológico registrado nesta terça-feira (18) em Campo Grande, ocorre quando a pressão atmosférica está elevada e há afundamento do ar de cima para baixo. O efeito pode causar problemas respiratórios, segundo o meteorologista Natálio Abrahão à nossa reportagem.

"A névoa seca é formada quando o vento levanta poeira, mas a poeira não cai ao solo e continua no ar. Com o passar dos dias, a quantidade de poeira no ar aumenta e, com a umidade baixa, a visibilidade vai reduzindo", explica Abrahão.

O fenômeno pode causar problemas respiratórios, como tosse, chiado no peito e falta de ar. Em casos graves, pode até levar à pneumonia e outros problemas mais graves. A sequidão também pode causar outros efeitos, como ressecamento da pele, dos olhos e dos lábios.

"Portanto, a névoa seca ocorre quando há pressão alta, umidade relativa abaixo de 80% e ventos variáveis, indicando tempo estável e sem chuva”, finaliza o meteorologista da Uniderp. 

Dia seco - A cidade de Campo Grande amanheceu nesta terça-feira (18) com névoa seca, formada pela umidade do ar estar muito baixa. Isso faz com que o ar fique mais seco e o vapor de água se condense em partículas minúsculas, que podem ser inaladas pelos pulmões. 

Ela pode ocorrer em qualquer época do ano, mas é mais comum no inverno. Isso porque o ar é mais frio nesta estação e, portanto, tem menos capacidade de reter umidade.

Para se proteger dos efeitos, é importante:

Evitar sair de casa durante o período de nevoeiro;

Se for sair, considerar uso de máscara para proteger os pulmões;

Beber bastante água para manter a hidratação;

Usar um umidificador de ar em casa ou no trabalho;

Evitar exercícios físicos ao ar livre;

Se sentir algum sintoma respiratório, procurar um médico. 

Crédito: Campo Grande News por Guilherme Correia