O suspeito de estuprar e assassinar Emanuelly Victória de Souza, de 6 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (28) após ser socorrido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, depois de uma troca de tiros com policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações).

Marcos Willian Teixeira Timóteo, de 20 anos, era considerado extremamente perigoso. Ele tinha histórico de abusos sexuais, incluindo o estupro de um bebê de 1 ano, que sobreviveu. Willian foi localizado na região do Inferninho e resistiu à prisão, resultando no confronto com agentes da Polícia Civil. Socorrido, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.

O crime contra Emanuelly


A menina foi encontrada morta dentro de uma banheira, escondida embaixo de uma cama na residência do autor, localizada na Vila Carvalho. Segundo informações da polícia, ela teria sido estrangulada. Willian trabalhava próximo ao Lago do Amor e sequestrou a criança na quarta-feira (27).

Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito sai com a menina, que caminhava ao lado dele. A criança, conhecida da família, era procurada por parentes e vizinhos. Segundo relatos, ela foi abusada várias vezes pelo homem.

Descoberta do corpo


Quando os policiais chegaram à residência de Willian, a casa estava vazia. O chão da cozinha estava sujo de barro, com marcas de chinelo. Durante a varredura, encontraram uma banheira de bebê em um dos cômodos, escondida sob uma cama, contendo um volume enrolado em uma coberta marrom, preso com fita adesiva. Ao abrir parcialmente a coberta, os agentes encontraram Emanuelly sem vida.

No local, havia brinquedos espalhados e roupas. Uma vizinha contou ao Jornal Midiamax que, por volta da 1 hora da madrugada, policiais bateram em sua porta perguntando pelo homem. Na manhã desta quinta-feira, eles voltaram ao local com a foto do suspeito, questionando moradores sobre seu paradeiro.

Perfil do autor


Willian era casado, tinha uma filha e morava há 10 meses na casa da Vila Carvalho. Segundo relatos, o casal desaparecia por períodos de até 10 dias, e vizinhos relatavam gritos vindos da residência. Além dos crimes contra Emanuelly, Willian tinha outras duas vítimas de abuso sexual: uma enteada de 11 anos, vítima de violência por anos até que a escola e a mãe descobriram, e o bebê de 1 ano que sobreviveu ao ataque.

Investigação e sequestro


De acordo com a polícia, os pais de Emanuelly acionaram as autoridades após perceberem, pelas câmeras de segurança de vizinhos, que a menina havia sido levada por um conhecido da família durante a noite de quarta-feira (27). A partir das imagens, os policiais identificaram o suspeito e foram até sua casa, onde encontraram o corpo da criança.