A brasileira Antônia Melo, mãe da criança brasileira de 11 anos que foi agredida na escola, em Portugal, na semana passada, quer trocar a filha de colégio. Segundo ela, a filha está com medo de voltar à instituição por causa da violência que sofreu.

"A escola entrou em contato comigo e disse que as medidas estão sendo tomadas. Me chamaram hoje para falar das faltas da minha filha. Já manifestei o meu interesse em ela ser trocada de colégio", declarou Antônia, em entrevista ao UOL.

A brasileira Antônia Melo, mãe da criança brasileira de 11 anos que foi agredida na escola, em Portugal, na semana passada, quer trocar a filha de colégio. Segundo ela, a filha está com medo de voltar à instituição por causa da violência que sofreu.

"A escola entrou em contato comigo e disse que as medidas estão sendo tomadas. Me chamaram hoje para falar das faltas da minha filha. Já manifestei o meu interesse em ela ser trocada de colégio", declarou Antônia, em entrevista ao UOL.

A garota passa por acompanhamento psicológico e a mãe, que tinha escolhido morar em Portugal para fugir da violência no Brasil, ainda estuda como vai acionar a Justiça para resolver o caso, já que não tem o dinheiro que um processo judicial demandaria.

“Ainda estou sem chão, sem meios, sem saber o que fazer juridicamente. Aqui, a Justiça acaba sendo cara, tem os custos a serem pagos. Eu saí do Brasil para ser só mais uma assalariada. Hoje eu recebo, pago minhas despesas e vivo bem, mas se eu tiver despesas altas é mais complicado de ficar administrando”, declarou Antônia.

Retorno

O caso de violência sofrido pela criança na escola fez com que a mãe considerasse deixar a Europa. "Foi a primeira vez que eu cheguei a cogitar ou pensar em voltar para o Brasil, mas hoje eu não tenho mais nada. Tenho o meu filho, que já tem a vida dele, a carreira dele, que está se programando para vir me visitar, mas começar do zero no Brasil?”, ponderou.

Ela se disse surpresa por relatos semelhantes vividos por brasileiros em outros países, como a França, recebidos desde que publicou seu relato. O fator xenofobia, na verdade, era um aviso antigo que ela já tinha recebido antes de se mudar para a Europa.

“Me preparei muito para isso, porque quando eu disse que viria morar aqui, muitas amigas, pessoas conhecidas falavam mesmo do preconceito, mas aí é como eu sempre ensinei para os meus filhos: a vida é feita de escolhas. Eu escolhi falar: 'Eu não estou nem aí para o que vocês acham, para o que vocês falam' e optei por ter segurança”, explicou Antônia.

Agressão

O caso ocorreu na sexta-feira passada (4) na Escola EB 2,3 Dr. Ruy D'Andrade e foi gravado pelas agressoras. Segundo o jornal português Jornal de Notícias, a menina foi vítima de socos e pontapés, mas não sofreu ferimentos graves.

A mãe prestou uma queixa sobre o caso na Polícia de Segurança Pública do país e a Direcção do Agrupamento de Escolas (AE) do município informou que um inquérito foi instaurado para averiguar o ocorrido.

CREDITO: Yahoo Notícias