A Justiça norte-americana rejeitou, nesta quinta-feira (21), o pedido de liberdade condicional feito por Erik Menendez, condenado junto ao irmão Lyle pelo assassinato dos pais. A decisão foi tomada após análise do Departamento de Serviços de Correções e Reabilitação da Califórnia.
O caso, que ganhou repercussão internacional desde os anos 1990, voltou aos holofotes recentemente após o lançamento de um documentário em 2024. Nos últimos meses, apoiadores dos irmãos se mobilizaram em atos e audiências, viajando de diferentes regiões dos Estados Unidos para demonstrar apoio.
A audiência desta quinta-feira foi realizada por videoconferência e contou com uma comissão formada por dois ou três membros. Erik está preso em San Diego e foi ouvido diretamente da unidade prisional. Para ser beneficiado, segundo a Justiça, ele deveria demonstrar arrependimento e convencer o tribunal de que não representa risco à sociedade. O irmão dele, Lyle, terá a solicitação de liberdade analisada nesta sexta-feira (22).
O promotor público do Condado de Los Angeles, Nathan Hochman, se manifestou contra a liberação de Erik e Lyle. Para ele, os irmãos "nunca aceitaram totalmente a responsabilidade pelos horríveis assassinatos de seus pais" e continuam sustentando uma "narrativa falsa de legítima defesa que foi rejeitada pelo júri décadas atrás".
A possibilidade de solicitar liberdade só foi aberta em maio, quando um juiz da Califórnia alterou a sentença de prisão perpétua sem direito à redução para, no mínimo, 50 anos de reclusão. Na ocasião, o magistrado destacou que não cabia a ele decidir se os irmãos deveriam ser soltos, mas considerou que "eles já fizeram o suficiente nesses 35 anos para merecer essa chance".
Os Menendez foram condenados em 1996 pela morte do pai, José Menendez, e da mãe, Kitty Menendez, assassinados em 1989 dentro da casa da família em Beverly Hills. Na época, Lyle tinha 21 anos e Erik, 18.
Durante o julgamento, a defesa afirmou que os irmãos reagiram após anos de abusos sexuais cometidos pelo pai, mas a acusação sustentou que o crime teve motivação financeira, visando uma herança milionária.
Mesmo após mais de três décadas de prisão, os irmãos continuam atraindo atenção da mídia. Em uma das últimas audiências, ambos participaram por videoconferência e mantiveram-se sérios durante quase todo o tempo. O único momento de descontração ocorreu quando uma prima, Diane Hernandez, relatou ao tribunal que Erik havia obtido nota máxima em todas as matérias no último semestre da faculdade, fazendo-os sorrir.




