Dados divulgados no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revelam que Mato Grosso do Sul contabilizou 1.061 casos prováveis e 367 confirmações de chikungunya no período entre 1º de janeiro e 7 de fevereiro de 2026.

Entre os registros confirmados, sete gestantes foram diagnosticadas com a doença. Os municípios com maior concentração de casos prováveis são Fátima do Sul (186), Corumbá (143), Sidrolândia (88), Jardim (79), Sete Quedas (43), Vicentina (40), Antônio João (23) e Rochedo (8), além de outras cidades do Estado.

No ano passado, foram registrados 14.148 casos prováveis da doença em Mato Grosso do Sul.

Ao Correio do Estado, a gerente de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener, explicou que o aumento no número de ocorrências já era previsto pelas equipes de saúde.

"Temos observado aumento de casos de chikungunya em alguns municípios. O avanço da doença já era esperado, considerando o cenário epidemiológico e a circulação viral. Desde 2023, a Secretaria de Estado de Saúde vem trabalhando de forma contínua para mitigar os impactos na população, com ações de vigilância, monitoramento, apoio técnico aos municípios e fortalecimento das estratégias de controle do vetor. Trata-se de uma doença que realmente exige atenção, principalmente devido às possíveis sequelas que pode causar, como dores articulares persistentes. Por isso, reforçamos a importância dos cuidados preventivos, do controle do vetor e da notificação oportuna dos casos", explicou.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça e dores intensas nas articulações.

O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Recomenda-se a ingestão de líquidos e o uso de paracetamol ou dipirona para controle da dor. Em casos que demandam atendimento hospitalar, pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa.

A doença pode se manifestar em três fases distintas: aguda (ou febril), pós-aguda e crônica. A fase inicial dura de cinco a 14 dias. A fase pós-aguda pode se estender por até três meses. Quando os sintomas persistem por período superior a três meses após o início do quadro, a condição passa a ser considerada crônica.

Durante a fase aguda, não é indicado o uso de anti-inflamatórios não esteroides, corticosteroides ou ácido acetilsalicílico.

Combate ao mosquito

A prevenção continua sendo a principal estratégia para conter o avanço da doença. Entre as medidas recomendadas para evitar a proliferação do Aedes aegypti estão:

Evitar água parada em vasos de plantas;

Manter caixas d’água devidamente fechadas;

Eliminar acúmulo de água em lajes;

Deixar garrafas e latas tampadas;

Realizar manutenção adequada de piscinas;

Guardar pneus e objetos que possam acumular água em locais cobertos;

Tampar ralos;

Utilizar repelentes;

Aplicação de fumacê;

Adoção do método Wolbachia.