Campo Grande (MS), outubro de 2026 – Quando exames cardiológicos precisam de maior detalhamento para definir um diagnóstico ou quando uma doença cardiovascular exige intervenção, a Hemodinâmica passa a integrar a investigação e o tratamento do paciente. No Hospital do Coração MS, o serviço realiza desde procedimentos diagnósticos até intervenções de maior complexidade, com atuação integrada entre médicos, enfermagem e demais profissionais envolvidos na assistência.

O médico Dr. Aston Julius Junior, da Hemodinâmica do Hospital do Coração MS, explica que a área funciona como uma subspecialidade da Cardiologia e auxilia o cardiologista principalmente nos casos em que outros exames não foram suficientes ou definitivos para a tomada de decisão.

“A Hemodinâmica é uma área de atuação da Cardiologia que serve de apoio como ferramenta diagnóstica para o cardiologista clínico, em situações em que outros exames não foram suficientes ou definitivos”, explica.

Segundo o especialista, a Hemodinâmica também pode assumir papel terapêutico, funcionando como alternativa ou complemento ao tratamento clínico e, em determinadas situações, à cirurgia cardíaca.

Entre as possibilidades diagnósticas estão avaliações do sistema cardiocirculatório realizadas quando exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, cintilografia ou ressonância precisam de refinamento para o fechamento do diagnóstico.

O Dr. Aston explica que a diferença entre um procedimento diagnóstico e uma intervenção está justamente no objetivo. “A Hemodinâmica é diagnóstica quando precisamos apenas saber o que o paciente tem. Quando precisamos fazer o tratamento, seja de uma obstrução de alguma coronária ou de algum vaso, partimos para a intervenção.”

Dos exames às intervenções de maior complexidade

De acordo com o médico, a atuação da Hemodinâmica ocorre de maneira integrada ao cardiologista responsável pelo acompanhamento do paciente. A partir da investigação clínica, o especialista pode encaminhar o caso ao serviço para complementar o diagnóstico e auxiliar na definição da melhor estratégia terapêutica.

A condução pode envolver tratamento clínico, intervenção percutânea, cirurgia ou uma combinação dessas possibilidades, conforme a condição apresentada pelo paciente.

Segundo o Dr. Aston, o Hospital do Coração MS está preparado para realizar desde exames diagnósticos até procedimentos de Cardiologia Intervencionista de maior complexidade.

Entre os exemplos citados estão o implante de válvulas biológicas, procedimentos relacionados às cardiopatias estruturais e defeitos congênitos, além do tratamento de coronariopatias complexas.

A integração também pode envolver outras especialidades que atuam no sistema vascular. Para o médico, o trabalho conjunto entre diferentes áreas tem como ponto central as necessidades do paciente.

Segurança começa antes da entrada na sala

Na assistência de enfermagem, o cuidado começa antes mesmo da realização do procedimento. A enfermeira Izadora Correa, da Hemodinâmica, explica que a equipe participa da organização de todas as etapas do atendimento, desde a triagem e preparação da sala até o acompanhamento após o procedimento.

“A enfermagem tem um papel fundamental na segurança do paciente antes, durante e após o procedimento. É responsável por toda a organização para que o procedimento aconteça com segurança, desde a triagem, organização da sala, dos materiais e o acompanhamento do paciente”, afirma.

Nos procedimentos eletivos, quando o paciente vai ao hospital especificamente para realizar o atendimento, a equipe realiza uma triagem prévia. Nesse contato são levantadas informações sobre condições clínicas, medicamentos em uso e necessidades específicas.

Quando alguma situação relacionada às medicações precisa de avaliação, o paciente é orientado a procurar o médico assistente para definição da conduta. No dia do procedimento, as informações são conferidas novamente, com identificação dos riscos e necessidades antes da entrada na sala.

Já nos pacientes internados, a enfermeira da Hemodinâmica atua em conjunto com a equipe do setor de origem para identificar necessidades e transmitir as orientações necessárias.

Protocolos acompanham todas as etapas

A rotina do serviço inclui a aplicação do checklist de cirurgia segura, protocolos de identificação do paciente, avaliação de alergias e prevenção de complicações associadas ao uso de contraste iodado, como a lesão renal.

Durante o procedimento, a equipe acompanha o paciente continuamente, observa possíveis alterações e mantém comunicação com os demais profissionais envolvidos.

A integração, segundo Izadora, acontece desde o agendamento até a recuperação. Informações identificadas durante a triagem e durante a assistência são compartilhadas com a equipe médica, enquanto os profissionais técnicos também atuam dentro da sala em conjunto com médicos e enfermeiros.

Após os procedimentos eletivos, o paciente permanece em recuperação no próprio setor de Hemodinâmica. O período de observação varia conforme o procedimento e a via de acesso utilizada, ficando, em média, entre uma hora e meia e quatro horas.

Nesse intervalo, a enfermagem acompanha os sinais vitais e observa o local da punção, verificando possíveis sangramentos, hematomas, dor ou outras alterações. A alta ocorre após as avaliações médica e anestésica e o cumprimento dos critérios de segurança. Nos pacientes internados, os cuidados prosseguem no setor de origem.

Organização contribui para agilidade do atendimento

Para Izadora, conhecer previamente o paciente e as características do procedimento também permite que a equipe antecipe necessidades e deixe disponíveis materiais, equipamentos e recursos que poderão ser utilizados durante o atendimento.

“Essa organização reduz a possibilidade de imprevistos, otimiza o tempo e permite que a equipe esteja preparada para diferentes situações que possam surgir durante o atendimento”, destaca.

O acolhimento também faz parte desse processo. Segundo a enfermeira, muitos pacientes chegam ao setor com ansiedade ou medo por não saberem exatamente como será o procedimento.

A equipe procura explicar de maneira simples o que será realizado, o que o paciente pode esperar e o tempo aproximado do atendimento. Dúvidas relacionadas especificamente à parte médica são encaminhadas aos médicos responsáveis.

“Muitas vezes, uma orientação adequada e a disponibilidade para ouvir o paciente já ajudam bastante a reduzir a ansiedade e fazem com que ele se sinta mais seguro”, afirma Izadora.

Além da Cardiologia

O Hospital do Coração MS tem forte atuação e reconhecimento na área cardiovascular há muitos anos e também funciona como um hospital geral, oferecendo assistência em diferentes especialidades e acompanhando pacientes com necessidades que vão além das doenças do coração. A estrutura permite integrar diferentes áreas médicas conforme a complexidade e as particularidades de cada caso.

Essa atuação multidisciplinar amplia a capacidade de cuidado da unidade e favorece uma assistência mais completa, especialmente para pacientes que apresentam outras condições de saúde associadas. Assim, a experiência consolidada em Cardiologia se soma à oferta de outras especialidades e serviços, fortalecendo o atendimento hospitalar de forma abrangente.

SERVIÇO – GRUPO SANTA (UNIDADE MATO GROSSO DO SUL)

HOSPITAL DO CORAÇÃO
Endereço: Rua Marechal Rondon, 1703, Centro – Campo Grande/MS
Telefone: (67) 3323-9119 / (67) 3323-9150

SOBRE O GRUPO SANTA:

Fundado em 1963, o Grupo Santa nasceu da união de médicos visionários que idealizaram o primeiro hospital privado de Brasília. Desde então, o Grupo cresceu e se consolidou como referência em alta complexidade, tornando-se o maior conglomerado hospitalar privado do Centro-Oeste. Hoje, reúne 12 unidades de saúde, entre hospitais gerais e centros especializados, presentes no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As unidades atuam em diversas frentes, com destaque para a assistência hospitalar de alta complexidade, diagnóstico por imagem e atenção multiprofissional integrada.

A qualidade e a inovação são pilares estratégicos do Grupo, reconhecido por acreditações nacionais e internacionais, como a ONA (Organização Nacional de Acreditação) e a QMentum Diamante, certificações que atestam a segurança, a gestão eficiente e o cuidado de qualidade.

Em 2023, o Grupo Santa deu um passo importante em sua trajetória ao anunciar uma parceria estratégica com a Atlântica Hospitais, que adquiriu 20% de participação no Grupo. O movimento fortaleceu sua governança corporativa e ampliou a capacidade de investimento, preparando a rede para um ciclo robusto de expansão e modernização.

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