A primeira certificação de crédito de carbono no Pantanal será anunciada oficialmente em 30 de maio pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e o Programa Conexão Jaguar, da empresa colombiana ISA CTEEP, na Serra do Amolar. A venda desses títulos vai contribuir com a preservação de onças pintadas na região da Serra do Amolar,é uma forma de compensar a emissão de gases do efeito estufa.
O projeto tem gestão do Instituto e é aplicado em área maior que de 135 mil hectares, equivalente a cerca de 200 mil campos de futebol, e entra no incentivo denominado REDD (Redução de Emissões Provenientes de Desmatamento e Degradação florestal).
Os créditos de carbono são usados também para compensar financeiramente países em desenvolvimento pelos resultados de redução de emissões de gases de efeito estufa.
A certificação envolverá diretamente, neste caso, a conservação da onça-pintada no Pantanal, bem como a formação de um corredor biológico para a espécie. É o primeiro projeto certificado no bioma, com potencial de redução de mais de 430 mil toneladas de CO2 (gás carbônico) até 2030.
O titular da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, comenta que a certificação desenvolvida pelo IHP em áreas de RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) é a primeira no Pantanal.
“O IHP obteve um financiamento para que a gente tivesse a primeira certificação no Pantanal. Então já estão certificados os créditos já emitidos. Em 30 de maio, será o lançamento desse programa, ou seja, a partir desse momento, o IHP poderá vender a licença. Vai gerar receita para a RPPN e para a manutenção da atividade”.
Verruck também ressaltou que a certificação está alinhada com as metas de desenvolvimento sustentável do Estado, o que inclui o objetivo de ser um estado “carbono neutro”, ou seja, que reduza ao máximo a emissão de CO2 (gás carbônico) e que reponha por outros meios o que não foi possível deixar de emitir.
Crédito: Campo Grande News por Guilherme Correia e Jackeline Oliveira




