A carteira de trabalho guardada com cuidado por Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, tem um significado que vai muito além de um documento. Para ele, aquelas páginas representam uma travessia.
Há alguns anos, a realidade era outra. Depois de perder o emprego em uma lavanderia, Marcos viu a rotina da família ser tomada pela incerteza. Em casa, no bairro Parati, em Campo Grande, vivem a esposa, quatro filhos e a sogra. Com a renda comprometida, a preocupação mais urgente passou a ser garantir o alimento de todos.
Foi nesse período que o Mais Social entrou em sua vida. O programa ofereceu o primeiro apoio quando o chão parecia faltar. Mas, aos poucos, veio também a reconstrução. Marcos fez curso de barbeiro, começou a atender em casa, trabalhou como zelador de uma igreja e, hoje, atua como vigilante em uma entidade sindical rural. Enquanto isso, os dois filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, também conquistaram espaço no mercado de trabalho.A família recuperou a estabilidade. E, junto dela, veio uma decisão carregada de significado.“Conversamos e entendemos que continuar recebendo seria injusto. Hoje existem pessoas que precisam mais do que nós. O programa nos ajudou muito, mas agora conseguimos seguir sozinhos”, conta Marcos.
A escolha de devolver o cartão do Mais Social não representou uma despedida do Estado, mas a conclusão de uma etapa. Uma passagem entre a vulnerabilidade e a autonomia.Assim como Marcos, outros 27,6 mil sul-mato-grossenses deixaram o programa desde 2023 porque conseguiram melhorar de vida.
Na gestão do governador Eduardo Riedel, do Progressistas, a assistência social tem sido pensada como uma ponte, e não como um destino. O primeiro desafio foi retirar famílias da extrema pobreza. O próximo passo é consolidar renda, ampliar oportunidades e permitir que cada pessoa possa escrever uma nova história por meio do trabalho, da educação e da qualificação profissional.
“O papel do Estado é estar presente quando a família mais precisa, mas também criar condições para que ela conquiste autonomia. Em Mato Grosso do Sul, a política social caminha junto com educação, qualificação e geração de emprego, porque é assim que a gente muda a vida das pessoas de forma concreta”, afirma Riedel.
Os resultados dessa transformação já aparecem além dos relatos individuais.Em apenas dois anos, Mato Grosso do Sul reduziu em 40,7% a extrema pobreza, alcançando o terceiro menor índice do país. Mais de 34 mil famílias superaram a insegurança alimentar e 44,6 mil pessoas deixaram a condição de pobreza entre março de 2024 e março de 2026.
Por trás dos indicadores, existe uma estratégia que combina proteção social com perspectivas de futuro.
Mães solo atendidas pelo Mais Social recebem apoio para manter os filhos em segurança enquanto trabalham. Quem decide voltar a estudar conta com incentivos financeiros. E estudantes de baixa renda encontram no MS Supera a oportunidade de permanecer na universidade ou em cursos técnicos.
Ao mesmo tempo, a economia sul-mato-grossense ajuda a abrir novas portas. Com taxa de desocupação de 2,4%, a segunda menor do Brasil e a menor da história do Estado, Mato Grosso do Sul vive um cenário em que o crescimento econômico e a inclusão social caminham lado a lado.
Para Eduardo Riedel, desenvolvimento não se mede apenas pelos investimentos ou pelos indicadores econômicos, mas pela capacidade de transformar a vida das pessoas.E talvez seja justamente aí que esteja o significado mais profundo dessa mudança.Porque, para quem já enfrentou a falta, prosperar não é apenas ter uma renda melhor. É voltar a fazer planos. É recuperar a tranquilidade. É olhar para os filhos com esperança.
A história de Marcos Gabriel é uma entre milhares. Histórias silenciosas, construídas longe dos holofotes, mas que ajudam a contar uma nova fase de Mato Grosso do Sul: a de um Estado que estende a mão para quem precisa, mas que, acima de tudo, trabalha para que cada família possa, um dia, caminhar com as próprias pernas.




