Durante os cinco dias de celebração oficial do Carnaval de Campo Grande, a Polícia Militar divulgou, no fim da manhã desta quarta-feira (05), que quase metade dos autos de infração registrados no período foram de pessoas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro.
O Coronel Emerson de Almeida, comandante de policiamento metropolitano da PM, informou à imprensa em coletiva hoje (050, que durante esses dias de festividade foram registrados 889 autos de infração, sendo que 433 dessas pessoas foram autuadas por recusarem o teste do bafômetro.
"Quase a metade foram por pessoas que recusaram fazer o teste do bafômetro, abordados que estavam possivelmente embriagados pela recusa", afirma o coronel.
Além disso, o total de 112 veículos foram levados até o pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Mato Grosso do Sul, com 124 pessoas flagradas e autuadas na condução de moto ou carro.
Já sobre as ocorrências registradas, o coronel frisa que apenas três pessoas foram encaminhadas até uma delegacia nos cinco dias de festa, sendo uma por visível estado de embriaguez e outra por tráfico, flagrado com 20 porções de maconha para comercialização.
"Bomba" na folia
O comandante lembra, em complemento, que logo no primeiro dia da folia - que trouxe ate Campo Grande a funkeira carioca Tati Quebra Barraco - uma ocorrência um pouco mais preocupante foi registrada e uma espécie de "bomba" foi impedida de entrar na área da festividade.
"Um rapaz novo, eu acredito que na faixa dos 20, tinha 20 e poucos anos, militar das Forças Armadas (Exército), foi abordado antes de entrar no evento mas já aqui nas proximidades... a hora que ele viu uma guarnição quis esconder uma pochete", conta o coronel.
Almeida cita que, ao vistoriar a pochete, a guarnição encontrou o que é chamado de "canister", que seria a parte do corpo da granada que o militar do Exército trazia consigo.
Junto desse artefato, na mesma pochete, a polícia militar encontrou também um isqueiro, que seria usado pelo indivíduo para acionamento manual da dita granada que, como explica o comandante, serviria apenas para "fazer fumaça".
"Não tem espoleta de acionamento, então é pra acionar manualmente com isqueiro, fazer fumaça, fazendo uma 'arte' no meio do carnaval. Então é uma granada que tem o princípio ativo e, uma vez acionada, ela irá queimar o material dentro e gerar perigo porque fica incandescente, que pegar pode ter queimadura".
Longe cerca de 310 quilômetros da Capital, a folia na cidade de Bataguassu também passou por uma situação semelhante, exceto pelo fato de que, de fato, artefatos explodiram no Carnaval do município.
O incidente ocorreu na segunda-feira (03), durante a passagem do bloco batizado de "Turma do Gole", com a explosão atingindo vários participantes e ferimento desde segurança à foliões.
Através das redes sociais, um dos organizadores do bloco indicou que o item foi comprado como "sinalizador", sem saber que o artefato era uma espécie de bomba.
Festa tranquila
Com fechamento da região da Esplanada Ferroviária, o comandante indica que algumas ocorrências, como brigas e casos de assédio ainda foram registrados no Carnaval, mesmo com as forças de segurança participando ativamente das campanhas de conscientização, como o "não é não".
Porém, o comandante resume que os cinco dias oficiais de festa foram um "carnaval tranquilo", graças a uma maior conscientização por parte dos próprios foliões, sem ocorrências de excessos policiais, por exemplo, como observado em anos anteriores.
"Falo que o público que mora aqui em Campo Grande já está acostumado com o nosso novo formato de policiamento, que é fechado, tem controle de acesso. Aqui, por uma questão de tombamento, tem horário para término do carnaval e a saída é gradual ", comenta.
Ele lembra que a polícia, neste ano, nem precisou pedir a retirada dos foliões da região da Esplanada, para que funcionários da Solurb seguissem com os serviços de limpeza.
Isso transcorreu, por exemplo, nessa última noite, nós tivemos ainda um 'after' de pós carnaval, o pessoal foi para 14 de julho... nós tivemos que fazer alguns fechamentos de vias ali, para evitar um acidente já que estava liberado para veículos. Mas transcorreu de forma tranquila", conclui.
Crédito: Correio do Estado por Leo Ribeiro




