O presidente do Paraguai, Santiago Peña, desembarcou nesta quinta-feira (2) em Mato Grosso do Sul para uma série de compromissos que incluem a inspeção das obras da Ponte Bioceânica, em Porto Murtinho, além de visitas a Dourados e Campo Grande.

A agenda começou cedo, às 8h, com a chegada a Porto Murtinho. De carro, Peña seguiu até o canteiro de obras da ponte sobre o rio Paraguai, onde permaneceu por aproximadamente duas horas. Em seguida, voltou ao aeroporto para embarcar rumo a Dourados. No município sul-mato-grossense, participou de um almoço e, às 13h30, visitou a unidade da JBS.

O último compromisso do dia está marcado para a noite, em Campo Grande. O chefe de Estado paraguaio deve ser recepcionado às 19h20 no Espaço Yotedy, localizado no Parque das Nações Indígenas.

A programação se estende também para sexta-feira (3). De acordo com informações apuradas pela reportagem, Peña e o governador Eduardo Riedel terão café da manhã na Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul). Há ainda a expectativa de uma visita a Ribas do Rio Pardo, para conhecer a fábrica da Suzano, embora o horário ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Considerada a principal obra de integração entre Brasil e Paraguai, a Ponte Bioceânica já ultrapassou 80% de execução. Com 1.294 metros de extensão, a conclusão está prevista para 2026. O projeto prevê duas pistas de 12,5 metros cada, passagens laterais para pedestres e ciclistas, além de altura de 22 metros em relação ao rio, permitindo a navegação de embarcações.

A construção adota a técnica de balanceamento sucessivo de aduelas, na qual segmentos de concreto pré-moldado são encaixados até a ligação completa entre os pilares. Também estão em andamento as obras dos acessos viários — cerca de 13 quilômetros no lado brasileiro — e a implantação da infraestrutura aduaneira.

Quando finalizada, a ponte será peça estratégica da Rota Bioceânica, corredor logístico que ligará o Brasil ao Chile, passando por Paraguai e Argentina. A expectativa é que o trajeto reduza em até 17 dias o tempo de transporte de cargas brasileiras até os portos do Pacífico.