Em 66 dias de fiscalização intensificada nas rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul, a Operação Rodovida contabilizou 41,1 mil infrações de trânsito — média de 622,7 autuações por dia, o equivalente a 26 registros por hora. O balanço foi divulgado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) nesta quinta-feira (26), quatro dias após o encerramento das ações.

A operação teve início em 18 de dezembro do ano passado e se estendeu ao longo do período de férias escolares, com reforço nas fiscalizações durante o Natal, o Ano Novo e o Carnaval. Ao longo dos pouco mais de dois meses, 79,4 mil pessoas foram abordadas e mais de 65 mil veículos passaram por fiscalização.

O excesso de velocidade liderou o ranking de irregularidades, com mais de 20 mil registros. Em seguida aparecem as ultrapassagens proibidas, responsáveis por 2,4 mil autuações. Também foram flagrados 1,8 mil condutores e passageiros sem cinto de segurança ou transportando crianças fora dos dispositivos obrigatórios.

Entre os motoristas profissionais, 1.155 foram autuados por descumprirem o tempo de descanso exigido por lei. Já nas ações de combate à embriaguez ao volante, a PRF aplicou 51,9 mil testes de alcoolemia. O resultado foi a autuação de 78 motoristas por dirigirem sob efeito de álcool, dos quais 34 acabaram presos.

Acidentes e vítimas

Durante o período da operação, foram registrados 314 sinistros nas rodovias federais do Estado, sendo 88 classificados como graves. Ao todo, 355 pessoas ficaram feridas e 29 morreram.

Os automóveis estiveram envolvidos em 208 ocorrências. Motocicletas apareceram em 111 registros, enquanto veículos de carga participaram de 87 casos. A principal causa apontada para os acidentes foi a ausência de reação ou reação tardia dos condutores.

Também figuram entre os fatores recorrentes a desatenção ao acessar a via, o consumo de álcool e falhas mecânicas. Os tipos de acidentes mais frequentes foram saída de pista (69 casos), colisão traseira (46), colisão transversal (44) e tombamento (31).

Programa nacional

Criada em 2011, a Operação Rodovida passou a integrar oficialmente as políticas públicas federais em 2021, quando foi transformada em programa de governo pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

A iniciativa é considerada a maior ação de segurança viária do país e está alinhada ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que estabelece como meta a redução de pelo menos 50% das mortes no trânsito até 2030.