A Operação Resgate VI, ação interinstitucional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego para o combate ao trabalho análogo à escravidão, resgatou 479 trabalhadores de condições análogas à escravidão em todo o país, conforme resultados divulgados nesta quinta-feira (9). Em Mato Grosso do Sul, foram seis resgatados, nos municípios de Corumbá e Jardim, ambos na região do Pantanal. No Estado, a força-tarefa contou, ainda, com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Polícia do MPU (Ministério Público da União), Polícia Federal (PF) e Polícia Militar Ambiental (PMA). @No Estado, as ações fiscais promovidas pela força-tarefa foram realizadas entre os dias 27 de julho e 30 de agosto. Foram diligenciadas quatro propriedades rurais, localizadas em Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. Nas duas últimas a denúncia de trabalho escravo foi confirmada. @Jardim – Na fazenda localizada em Jardim, ocorreram três vítimas. Após o resgate realizado pela Fiscalização do Trabalho, o MPT-MS concedeu audiência extrajudicial com o empregador, com o objetivo de buscar a regularização dos vínculos trabalhistas e a reposição dos danos causados. @Como resultado, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TAC), inscritos pelo procurador do Trabalho Paulo Douglas Almeida de Moraes, coordenador de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do MPT-MS, nos quais foi obtido o compromisso de registro dos trabalhadores em carteira, o recolhimento do FGTS e a adequação das condições de trabalho na propriedade, além do pagamento das verbas rescisórias e de indenização por danos morais individuais a cada trabalhador resgatado. Os acordos também prevêem o pagamento de indenização por dano moral coletivo pelo proprietário rural, em razão das irregularidades constatadas e dos prejuízos causados à coletividade. @Corumbá – Na zona rural de Corumbá, foi confirmada a submissão de outros três trabalhadores à condição análoga a de escravo. No dia 19 de agosto de 2026, o MPT-MS realizou audiência extrajudicial, na Vara do Trabalho do município, para tentar chegar a um acordo com o empregador e garantir os direitos dos trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. A negociação envolve pagamento de verbas rescisórias, FGTS e indenizações por danos morais. Naquele momento, não houve acordo, contudo, o representante jurídico contatou o MPT posteriormente, informando o interesse em buscar uma solução extrajudicial para reparar os danos causados aos trabalhadores. @O MPT-MS também encaminhou às secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim a relação dos trabalhadores resgatados, para que possam receber apoio dos serviços públicos, inclusive para acesso à assistência social e busca de novas oportunidades de trabalho, conforme preconizado pelo Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas de Trabalho Escravo.@Balanço nacional – A Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais em todo o país. A Região Sudeste concentrou o maior número de trabalhadores resgatados: foram 267, dos quais 208 em Minas Gerais. Na região Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul liderou: foram seis trabalhadores resgatados; dois em Mato Grosso e um no Distrito Federal.
Operação Resgate VI identifica trabalho escravo em propriedades rurais de Mato Grosso do Sul
MPT-MS firmou termos de ajuste de conduta para corrigir irregularidades e responsabilizar empregadores

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