As escolas estaduais de Mato Grosso do Sul estão passando por uma transformação significativa com a adoção de energia solar. A instalação de painéis fotovoltaicos tem proporcionado não apenas economia nas contas públicas, mas também uma infraestrutura mais sustentável e eficiente para alunos e professores. Um exemplo concreto dessa mudança é a Escola Estadual Amando de Oliveira, localizada na Vila Piratininga, em Campo Grande.
Após uma recente reforma, a unidade — que atende 460 estudantes em tempo integral — passou a contar com o sistema de geração de energia solar. A iniciativa faz parte de um amplo programa de modernização liderado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SED). Para o diretor da escola, Henrique Manoel Ramos, a novidade marca um novo capítulo na trajetória da instituição.
“Recebemos uma estrutura preparada para uma nova realidade. Além das placas solares, temos agora gás natural encanado e outros avanços. Isso demonstra o compromisso com sustentabilidade e redução de custos”, afirma.
Expansão contínua da tecnologia solar
Desde o início da gestão atual, em 2023, o investimento na expansão da energia solar na rede estadual já ultrapassa R$ 5 milhões. Ao todo, 40 escolas de 19 municípios já foram contempladas com a nova tecnologia. Campo Grande lidera com 11 unidades atendidas, seguida por Dourados (5), Maracaju (4), Corumbá (3) e outras cidades do interior.
O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, reforça que a iniciativa visa tornar todas as escolas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.
“Antes, as placas eram comuns apenas em escolas rurais ou de difícil acesso. Hoje, elas estão sendo instaladas também em unidades urbanas, gerando economia e eficiência”, explica.
Parceria que impulsiona resultados
Além das ações lideradas pela SED, o Governo do Estado também firmou uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada à produção de energia solar. Sob coordenação da Secretaria de Administração (SAD), o contrato prevê a compensação de energia gerada por usinas fotovoltaicas, beneficiando diretamente a Rede Estadual de Ensino desde dezembro de 2024.
Com o início da compensação energética, as escolas já sentem os efeitos no orçamento: desde janeiro de 2025, 183 unidades escolares passaram a registrar uma redução média de 40% nas contas de energia elétrica. Atualmente, as usinas de Iguatemi e Mundo Novo estão em funcionamento, e outras estão em fase de implantação em municípios como Nova Andradina, Rochedo e Corguinho.
A estimativa é que, com todas as usinas operando, o sistema consiga produzir mais de 25 mil MWh por ano, quantidade suficiente para atender aproximadamente 1.400 prédios públicos estaduais. A economia projetada chega a 30% nas despesas com energia, permitindo a realocação de recursos para outras áreas prioritárias.
O contrato da PPP, que tem validade de 23 anos, é operado pela HCC Energia Solar. Sua estruturação foi conduzida pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) em conjunto com a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog), com a gestão definitiva a cargo da SAD desde outubro de 2024.
Sustentabilidade como prioridade estratégica
O secretário estadual de Administração, Frederico Felini, destaca que a iniciativa tem sido uma referência de gestão inteligente dos recursos públicos.
“Já temos 183 prédios públicos utilizando energia limpa, principalmente escolas da Capital e do interior. A meta para 2025 é conectar 100% dos prédios estaduais elegíveis”, ressalta.
A projeção do governo é ambiciosa: até o fim de 2025, 826 edificações públicas devem estar conectadas ao sistema fotovoltaico, distribuídas entre as cinco fazendas solares implantadas no estado.
“Além da economia para os cofres públicos, o mais importante é o avanço rumo à neutralização das emissões de carbono até 2030”, completa.




