O governador Eduardo Riedel (PSDB) oficializou, na manhã desta segunda-feira (14), a construção de 249 novas moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida, com foco especial na população indígena. O projeto contará com um aporte total de R$ 32,7 milhões, dos quais R$ 24,5 milhões são repassados pelo governo federal, enquanto o Estado complementa com R$ 7,2 milhões.

As unidades serão distribuídas entre os municípios de Anaurilândia, Bela Vista, Ladário, Ponta Porã, Miranda e Bonito. Desde o relançamento do programa, em janeiro de 2024, Mato Grosso do Sul já firmou contratos para a construção de 3.600 casas, sendo 1.400 destinadas a comunidades indígenas em 39 aldeias.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, entre janeiro de 2024 e julho de 2025, o investimento acumulado no Estado para contratação dessas moradias soma R$ 570 milhões, abrangendo 36 cidades sul-mato-grossenses. O superintendente da Caixa no Estado, Augusto César Merey Vilhalba, ressaltou o desempenho de Mato Grosso do Sul, que, mesmo com população reduzida em relação a outras unidades federativas, tem se destacado pela alta capacidade de execução de projetos habitacionais.

Para a diretora-presidente da Agehab (Agência de Habitação Popular de MS), Maria do Carmo Avesani Lopes, essa nova etapa representa um avanço significativo para o setor. Ela lembrou que, apenas a partir de 2024, o governo estadual já destinou mais de R$ 100 milhões para habitação.

Durante a cerimônia, o governador enfatizou a importância da cooperação com o governo federal, especialmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra Simone Tebet (MDB), na viabilização de terrenos e infraestrutura adequada para as novas moradias.

“Não só nas comunidades indígenas, é um volume grande de investimento em habitação. Essa é uma das áreas mais importantes para o desenvolvimento do Estado. Queremos direcionar os recursos principalmente para quem mais precisa, para os mais vulneráveis. É isso que temos buscado com essa parceria”, afirmou Riedel.

O governador também reconheceu que ainda há um número expressivo de famílias à espera de uma moradia, mas reforçou que o déficit habitacional está sendo enfrentado com planejamento, responsabilidade fiscal e comprometimento político. Além dos povos indígenas, os novos projetos beneficiarão também ribeirinhos, assentados e famílias organizadas por entidades sociais. As obras em áreas rurais devem ser iniciadas em até 30 dias após a assinatura da autorização.