Após transferir à iniciativa privada três lotes rodoviários em Mato Grosso do Sul — Way 306, Way 112 e Rota da Celulose — o governo estadual já se debruça sobre um novo plano que pode ampliar esse modelo. Paralelamente à concessão federal da BR-163, atualmente sob gestão da MSVia, o Estado agora concentra esforços no programa Rodar MS, que poderá incluir diferentes modalidades de parceria.
O Rodar MS visa aprimorar a infraestrutura de trechos estratégicos da malha rodoviária sul-mato-grossense com apoio financeiro internacional. Para isso, está em andamento uma operação de crédito junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), no valor de US$ 250 milhões, o equivalente a R$ 1,39 bilhão na cotação atual.
O projeto, ainda em fase inicial, prevê a elaboração de um termo de referência para contratação dos estudos técnicos. A proposta contempla três formatos possíveis: os contratos de restauração e manutenção (Crema), o modelo DBM (design, build, maintain — projetar, construir e manter) e também parcerias público-privadas (PPPs). No entanto, existe a possibilidade concreta de que determinados trechos acabem sendo oferecidos diretamente por meio de concessões.
Fontes consultadas pelo jornal indicam que essa alternativa — oferecer novas concessões — pode, inclusive, ser uma saída para o impasse envolvendo a Rota da Celulose, lote pelo qual disputam a XP Investimentos e o consórcio formado por K-Infra e Galapagos Participações. A disputa ocorre na esfera administrativa e ainda está sem definição sobre qual grupo assumirá a operação da rodovia.
Com o novo pacote em gestação, o governo sinaliza que pretende seguir apostando em soluções mistas de financiamento e gestão para melhorar a malha viária do Estado, mantendo aberta a possibilidade de atrair o setor privado para esse processo.




