A Santa Casa de Campo Grande voltou a emitir um alerta sobre tentativas de golpe envolvendo o nome da instituição. Estelionatários têm se passado por profissionais do hospital, como médicos e enfermeiros, para aplicar fraudes por telefone e aplicativos de mensagens, especialmente contra familiares de pacientes internados nas UTIs.
Segundo comunicado publicado nas redes sociais da unidade, os criminosos entram em contato com as vítimas solicitando quantias em dinheiro para supostos exames ou procedimentos urgentes, os quais não existem. O hospital reforça que não realiza nenhum tipo de cobrança por telefone e que todas as informações médicas são fornecidas exclusivamente de forma presencial ou por meio do Boletim Médico do Serviço de Atendimento ao Cliente, conforme determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Além das falsas cobranças, o hospital também alerta para outro tipo de golpe em andamento: promessas de emprego na instituição mediante pagamento e fornecimento de dados pessoais. Os golpistas alegam a existência de um “banco de talentos” e solicitam depósitos para cadastro, utilizando mensagens de texto e ligações como forma de contato.
Diante dessas tentativas de fraude, a Santa Casa orienta a população a acionar imediatamente a polícia caso receba esse tipo de abordagem. “A Santa Casa orienta que, se alguém receber esse tipo de contato, denuncie à polícia imediatamente registrando boletim de ocorrência”, diz a nota oficial.
Essa não é a primeira vez que a instituição precisa se posicionar sobre esse tipo de crime. Em janeiro deste ano, o hospital já havia feito um alerta semelhante. O modo de atuação dos estelionatários permanece o mesmo: ligações telefônicas com pedidos de dinheiro, sempre explorando a fragilidade emocional de quem tem um ente querido hospitalizado.
Na ocasião, o gerente médico da Santa Casa, Pedro Paulo Romano, destacou a gravidade do problema. “Eles usam do sofrimento alheio para se saírem beneficiados. A Santa Casa tem contrato com o SUS (Sistema Único de Saúde), caso falte alguma coisa para o paciente no tratamento, o SUS arcará com isso”, afirmou, sugerindo que os criminosos fazem parte de uma quadrilha organizada.




