Nesta quinta-feira (09), foi protocolado um pedido de explicações referente a uma diferença de xx milhões em balanços financeiros da Santa Casa, durante a gestão de Esacheu Cipriano Nascimento, em 2018 e 2019. O pedido foi realizado pelo ex-conselheiro suplente da entidade, Irapuã dos Santos. 

Em sua solicitação, Irapuã declara fazer tal pedido na condição de cidadão, usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) e ex-conselheiro suplente da Santa Casa. 

Conforme relatado no pedido de explicações, em 2018, a Secretaria de Saúde de Campo Grande (Sesau) repassou para a Santa Casa o valor de R$ 246.284.921,69 milhões. 

Já a instituição registrou no balanço patrimonial o valor de R$ 270.268.000,00 milhões, o que gerou uma diferença de R$ 6.016.921,69 milhões. 

Enquanto em 2019, a Sesu repassou para a Santa Casa o valor de R$ 295.960.205,03 milhões, perído em que a instituição registrou no balanço patrimonial o valor de R$ 279.409.000,00 milhões, gerando uma diferença de R$ 16.551.205,03 milhões. 

No acumulado dos dois anos, a diferença soma R$ 22.568.126,72 milhões. 

O pedido de explicação é realizado com base nas normas de Lei Federal 12.527/2011, que prevê transparência e declaração do uso de todos os recursos públicos. 

Saiba mais  

Ainda hoje, a Santa Casa de Campo Grande elege os novos membros do conselho de administração e, depois, a nova presidência da unidade médica, que terá mandato de dois anos.

O novo gestor vai administrar um contrato com os poderes públicos municipal e estadual que por mês destina R$ 32,1 milhões para o hospital, um repasse de R$ 385,2 milhões por ano.

A eleição será às 18h30min, no auditório do hospital. Na disputa estão duas chapas: Por Amor à Santa Casa; e Nova Santa Casa. No total, são 112 associados da ABCG, dos quais 92 estão aptos a votar.

Dívidas  

Atualmente, a entidade possui uma dívida milionária nas mãos e tem deixado de pagar alguns impostos mensais para “se manter”. 

Segundo dados dos balanços dos fluxos de caixa divulgados pelo hospital, neste ano, vários impostos foram deixados para trás.

Dados de janeiro a setembro deste ano, período divulgado até agora, mostram que nem o Imposto de Renda sob os salários dos funcionários foi repassado à Receita Federal.

Além disso, em alguns meses, nem o parcelamento de dívidas anteriores com a Receita Federal foi pago.

De acordo com fontes ligadas à Santa Casa, a inadimplência acontece porque, até, pelo menos, antes do novo contrato com a gestão pública, havia uma falta no caixa da Santa Casa por mês que girava em torno de R$ 13 milhões.

Crédito: Correio do Estado por Valesca Consolaro