Em inquérito conduzido pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o promotor Douglas Oldegardo apontou que, entre janeiro e agosto deste ano, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande acumula 1.814 boletins de ocorrência sem andamento.
No documento assinado no fim de agosto, Oldegardo relembra a vistoria realizada em 21 de fevereiro, quando foi constatado que a unidade, instalada na Casa da Mulher Brasileira, contava com 67 servidores, incluindo 11 delegadas e 12 escrivães.
Apesar do efetivo, apenas no segundo semestre de 2024 a Deam registrou 3.721 boletins de ocorrência, com taxa de conversão de 66,19%. Para tentar reduzir o represamento, foi criada a chamada Força-Tarefa Deam, composta por mais de dez delegados que atuaram por cerca de quatro meses para dar andamento aos casos paralisados.
Entretanto, segundo o promotor, a iniciativa não resolveu o problema. Atualmente, quase dois mil registros permanecem estagnados e, conforme alerta Oldegardo, “há, em 420 dias, potencial represamento de novos seis mil boletins”.




