A Base Móvel da Guarda Civil Metropolitana (GCM) está instalada, desde esta quinta-feira (10), na Vila Fernanda, localizada na Região Urbana do Lagoa, em Campo Grande. Reconhecida pela atuação direta junto à população e pelo fortalecimento da segurança nos bairros, a unidade permanecerá no local por 15 dias, com atendimento das 7h às 22h. Durante o período, equipes da GCM realizarão rondas constantes e integrarão ações de patrulhamento e fiscalização.

Três frentes de atuação da GCM serão intensificadas durante a permanência da base no bairro: a Operação Saturação, que busca reduzir índices criminais por meio de patrulhamento ostensivo e abordagens estratégicas; a Operação Ferro Velho, voltada ao combate à receptação e comercialização irregular de materiais como fios de cobre — frequentemente furtados na Capital; e a Operação Cerol, que atua preventivamente contra o uso de linhas cortantes em pipas.

Logo no primeiro dia de operação, um homem foi preso em flagrante por furto qualificado. O suspeito estava em uma residência desocupada, disponível para locação, onde escondia duas caixas com metros de fios elétricos enrolados, disjuntores e outros itens. A ação aconteceu após o corretor responsável pelo imóvel acionar os agentes ao se deparar com a invasão.

“Essa é um dos principais focos da Base Móvel quando chega nos bairros, coibir imediatamente o furto de material público como também privado e aqui na Vila Fernanda, quando fomos ouvir as demandas da comunidade no Conselho de Segurança da Região, o maior problema citado pelos os moradores do bairro e suas adjacências, é a invasão de residências, principalmente as ocupadas, para roubos furtos. Nesses 15 dias aqui queremos diminuir essas infrações e também descobrir receptadores de materiais sem precedentes”, explicou Anderson Gonzaga, secretário Especial de Segurança e Defesa Social.

Moradora da região e integrante do Conselho de Segurança da Região do Lagoa, Emília Aparecida Almeida confirma que os furtos em residências são uma das maiores preocupações dos moradores. “Nós reforçamos muito a chegada Base Móvel da GCM aqui no bairro porque começou a se tornar comum por aqui, as pessoas saírem para trabalhar de manhã e quando chegam no final de tarde, a casa está arrombada e furtada. Muitas levam todos os pertences dos moradores”, aponta.

Naiane Candelario, que também vive na Vila Fernanda, relata o sentimento de insegurança e a esperança com a chegada da GCM. “A gente sai para trabalhar com o coração na mão. Quando chegamos em casa à noite e está tudo certo, damos graças a Deus. E a chegada da Base hoje aqui é uma benção, nós pedimos muito por esse atendimento. Outra coisa muito comum, que anda acontecendo aqui é o furto nos pontos de ônibus. Os criminosos ficam esperando alguém ficar sozinho no ponto para chegar e roubar celular, bolsa, o que tiver na mão. Acredito que outra coisa que a Base vai promover no bairro é a educação, muita gente aqui com falta de respeito”, compartilha.

Além das rondas e operações direcionadas, a Base Móvel também oferece apoio das patrulhas Maria da Penha, de Trânsito e Ambiental, além de realizar averiguações preventivas e ações repressivas voltadas ao enfrentamento de situações de violência e criminalidade — com foco especial no combate ao furto de fios.

Em 2024, a unidade já passou por diversos bairros da Capital, como Caiobá, Centro, Nova Lima, Alves Pereira, Jardim Botafogo, Los Angeles, Guanandi, Noroeste, Aero Rancho, Maria Aparecida Pedrossian, Mata do Jacinto, entre outros. A estrutura da Base é composta por um ônibus totalmente equipado, viaturas, motocicletas e efetivo especializado da GCM, atuando em conjunto com a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Somente no primeiro semestre deste ano, a Operação Ferro Velho gerou 58 protocolos de averiguação relacionados ao furto de cabos, com 17 casos confirmados. Ao todo, 73 suspeitos foram abordados, 13 encaminhados para delegacias e dois deles presos em flagrante. As fiscalizações resultaram na apreensão de 960 kg de cobre em estabelecimentos comerciais e na emissão de 33 notificações. Apenas no bairro Jardim Nhanhá, oito locais foram notificados. Em todo o ano de 2024, já foram apreendidos 1.500 kg de cobre sem comprovação de origem.