As 3h e 10 minutos de debate promovido pelo Midiamax, ontem à noite, instituiu o que deve acontecer daqui a até 12 dias, data do primeiro turno das eleições gerais.
Os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul, o capitão Contar, do PRTB, Eduardo Riedel, do PSDB, Marquinhos Trad, do PSD e Rose Modesto, do União Brasil, entabularam a tônica da campanha daqui em diante: ataques sem tréguas.
O debate em questão, realizado na sede do Crea-MS e transmitida aos 79 municípios do Estado, já começou tenso nos primeiros questionamentos entre os candidatos Eduardo Riedel e Marquinhos Trad.
O ex-prefeito de Campo Grande disse que enquanto administrou a cidade, ano passado, sua gestão aplicou R$ 68 milhões na Santa Casa, o maior hospital do município, enquanto o governo de seu adversário, Reinaldo Azambuja (PSDB), que lançou a candidatura de Riedel, seu ex-secretário da Infraestrutura, R$ 48 milhões.
De resposta, Riedel ironizou o concorrente com número superior e de maneira até debochada.
Sem contestar os dados ditos por Marquinhos, o candidato tucano afirmou que o atual governo, além dos R$ 48 milhões injetados na Santa Casa, aplicou R$ 600 milhões (isso ano passado) no Hospital Regional de MS, Rosa Pedrossian, que também cuida de pacientes que moram em Campo Grande.
Pessoas que apoiavam os dois candidatos, da platéia, ficaram exaltadas, e chiaram com gritos e até xingamentos.
Resultado: quatro apoiadores tanto do ex-prefeito quanto do tucano, foram expulsos do ambiente. Um dos retirados do auditório foi Otávio Cabral, um dos chefes de campanha de Marquinhos.
Desde então, no decorrer do debate, Riedel e Marquinhos seguiram a batalha verbal.
Nas eleições passadas, em 2020, Marquinhos reelegeu-se com apoio do partido de Riedel.
Pelas pesquisas locais, divulgadas até agora, não há como apontar quem deve, com segurança, garantir a ida para segundo turno.
Puccinelli leva uma ligeira vantagem sobre os adversários, que logo vem atrás, Marquinhos, Rose, Riedel e capitão Contar.
Riedel enfrentou também um ataque de Contar.
Os dois recordaram de uma situação em que o candidato do PRTB, em missão como deputado estadual, teria ido a uma audiência do governo do Estado, conduzido por Riedel. Contar teria sido tirado da audiência.
O capitão, ao se dirigir ao concorrente, depois, disse: olhe em meus olhos, "com hombridade".
Riedel, ao responder, disse que Contar, na tal audiência, quis "dar carteirada", daí teria sido impedido de participar.
André Puccinelli, no final, disse não ter ido para o debate para "brigar com ninguém".
No entanto, durante os questionamentos, o ex-governador foi obrigado a comentar sobre o episódio ocorrido em 2018, em que ficou preso por cinco meses por suspeitas de corrupção.
Ele defendeu-se dizendo que a medida judicial ocorrera por "perseguição", apenas.
O TRF-3 (Tribunal Regional Federal) da Terceira Região, suspendeu as investigações em questão, e hoje a demanda segue na primeira instância, em Campo Grande.
Rose Modesto, em dado momento, lembrou que, em 2020, ainda pelo PSDB, tentou disputar a prefeitura de Campo Grande, mas seu partido, preferiu apoiar a reeleição de Marquinhos.
Daí, disse ela, resolveu deixar o PSDB e filiar-se ao União Brasil.
A concorrente do PT, Giselle Marques, focou seu discurso de apoio a candidatura do presidenciável Lula.
No debate, o ex-presidente chegou ao ser citado como ex-presidiário, e ela contestou.
Disse que Lula foi injustiçado por uma trama articulada pela extrema direita e que o petista pode vencer as eleições ainda no primeiro turno.
Adônis Marcos, o candidato da Federação Psol-Rede, dedicou parte de sua fala citando projetos que pretende impor, se eleito, como reduzir a criminalidade na fronteira com "aparato tecnológico", como câmeras em coletes e nas viaturas policiais.
Ele disse ainda que sua gestão deve investir recursos para evitar eventuais confrontos envolvendo indígenas e fazendeiros e combater os crimes de feminicídios.
Já Magno de Souza, do PCO, foi ao debate disposto a defender as causas dos indígenas que, segundo ele, sofre seguidos ataques e ameaças de jagunços a mando de fazendeiros. Ele, que é indígena, criticou as gestões passadas, que não teriam feito "nada" por seu povo.
O candidatos citaram, ainda, que pretendem reduzir, e até zerar impostos sobre combustíveis e do gás de cozinha.
Crédito: Correio do Estado por Celso Bejarano




