Hoje, alunos de algumas escolas particulares voltaram às aulas em Campo Grande, com a expectativa de sempre e uma novidade: a proibição do uso de celular em sala, recreio e intervalos em geral. Para os pais consultados pela reportagem, a medida é benéfica.
A reportagem passou em frente de algumas instituições particulares, mas ainda não retornam hoje, com cronograma para o meio da semana ou início de fevereiro.
Mas, hoje foi dia de retorno no Colégio Master, no Chácara Cachoeira. Na porta, a acolhida era feita com música, mascote da instituição, funcionários e outros alunos, que incentivavam a entrada dos alunos com palmas.
Em frente à escola, hoje não teve fila dupla. A escola tem estacionamento bem em frente, para tentar evitar tumulto. Mas teve congestionamento quando os pais e alunos usavam a lombada elevada para atravessar a rua, momento que os condutores que passavam pela Rua Jeribá tinham que reduzir velocidade.
O que tinha, e muito, era expectativa. O empresário Thiago Ferraz, 32 anos, levava as filhas de 7 e anos no primeiro dia de aula na nova escola. “Está animada para fazer novas amizades”, disse, sobre a filha mais velha. Sobre a proibição do celular, achou bom, por considerar que o aparelho tira a atenção dos alunos e lá é lugar de ficar “100% focada”.
A farmacêutica Juliana Facholli, 50 anos, acompanhava Cecília, de 13 anos, que irá começar o 8º ano. Embora acredite que a proibição dos celulares seja complicada no início, por ser usado em algumas atividades, acredita que durante as aulas o veto é necessário.
Já a advogada Danielle Duailibi, 47 anos, a preocupação em relação às filhas Sabrina, 12 anos, e Maria Victória, 8 anos, é na saída da escola. “Às vezes tem atraso, precisa avisar, aí secretaria fechou e não tem como avisar, seria o único problema”, avaliou. Mas isso nem foi o principal do dia; o que prevaleceu foi a ansiedade das meninas. “Estavam prontas desde 6h10, acordaram no horário, geralmente atrasávamos, mas hoje estão animadas”, diz.
A lei federal que proíbe o uso de celular foi aprovada no Congresso Nacional no fim de 2024 e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 13 de janeiro.
A lei restringe o uso em sala de aula e nos intervalos, para fins pessoais, mas há exceções, como o uso para finalidade pedagógica, sob supervisão dos professores, ou em casos de pessoas que necessitem de apoio do aparelho para acessibilidade tecnológica ou por alguma necessidade de saúde.
Fiscalização – Na volta às aulas, agentes do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) vão participar da campanha de fiscalização, em parceira com a GCM (Guarda Civil Metropolitana). O objetivo é evitar as infrações, sendo a mais comum, a fila dupla.
“Os pais dão atrasada, aí querem deixar o filho na porta da escola, dá aquele tumulto”, explicou o agente de trânsito Neri Miranda Lima, do Detran-MS. A orientação é procurar lugar adequado, nem que estacione uma ou duas quadras distante da escola.
Além de evitar acidentes, também escapam de eventual penalização. A multa para quem para em fila dupla é de R$ 195,23 o que ainda gera 5 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
A fiscalização reforçada será realizada até 20 de fevereiro, pouco depois do retorno das escolas estaduais, previsto para dia 17.... veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/na-volta-as-aulas-pais-acreditam-que-tirar-celular-sera-benefico-100-focado
Crédito: Campo Grande News por Silvia Frias e Bruna Marques




