A Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) está com inscrições abertas para o Pictec — Programa de Iniciação Científica e Tecnológica de Mato Grosso do Sul — voltado a alunos do Ensino Médio da rede pública estadual, do Colégio Militar e do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul).

Nesta quinta edição, o programa contará com um investimento total de R$ 7,2 milhões, que será destinado à concessão de até 1.250 bolsas, sendo 1.000 voltadas a estudantes e 250 a professores-orientadores. Alunos selecionados receberão uma bolsa mensal de R$ 400, enquanto os professores orientadores terão direito a R$ 800 por mês.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente por professores, até as 17h (horário de Mato Grosso do Sul) do dia 5 de setembro, por meio da plataforma SigFundect (sigfundect.ledes.net). Durante o cadastro, o docente deverá submeter um projeto de pesquisa inédito, inserido em uma das áreas temáticas definidas pelo edital: Agronegócio, Bioeconomia, Biotecnologia, Cidades Inteligentes, Energias Renováveis, Biodiversidade, Saúde Animal, Saúde Humana, Tecnologias Sociais ou Tecnologias Assistivas.

Cada professor aprovado poderá indicar até quatro alunos por projeto inscrito. Serão contemplados 175 projetos oriundos de escolas estaduais e 75 de instituições federais de ensino.

Desde sua criação, o Pictec já beneficiou mais de 2.300 estudantes e docentes, estimulando o desenvolvimento de cerca de 500 pesquisas. O objetivo da iniciativa é transformar o cotidiano das escolas públicas, promovendo uma cultura científica entre jovens, com foco na criatividade, no protagonismo e no impacto social.

Experiências em sala de aula

Diversas escolas da Capital já se destacam pela participação ativa no programa. Um exemplo é a Escola Estadual Clarinda Mendes de Aquino, no Jardim Petrópolis, que conduz oito projetos simultaneamente. Entre eles, estão a criação de um jornal escolar com abordagem cidadã, a compostagem como ferramenta ecológica, a prática da equoterapia para crianças com deficiência e a valorização dos saberes indígenas em sala de aula.

Na Escola Estadual Joaquim Murtinho, localizada na região central de Campo Grande, os estudantes desenvolvem iniciativas como a construção de dispositivos assistivos para pessoas cegas, um mapeamento dos hábitos de leitura da comunidade escolar e oficinas terapêuticas voltadas à prevenção da "nomofobia" — o medo excessivo de ficar sem acesso ao celular.

Já na Escola Estadual Aracy Eudociak, no bairro Jardim Tijuca, os projetos envolvem a investigação sobre economia circular com foco em produção artesanal sustentável, avaliação do uso da praça multiesportiva do bairro e a criação de um clube de leitura.

Com iniciativas como essas, o Pictec reforça sua missão de incentivar a pesquisa científica desde cedo, ampliando horizontes e despertando o interesse dos jovens pelo conhecimento e pela transformação social por meio da educação.