Uma equipe do governo de Mato Grosso do Sul esteve na semana passada reunida com o Ministério dos Transportes, que definiu a prioridade na relicitação da Malha Oeste. A revitalização da ferrovia que corta o Estado de norte a sul é uma demanda antiga da administração pública de MS.
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a relicitação da ferrovia é uma prioridade para garantir o escoamento da produção local.
“O importante foi que o ministro [Renan Filho] destacou tanto a Infra S.A. [empresa pública responsável pelo setor de transportes] quanto a equipe dele para que a gente possa fazer uma reunião já nesta semana para discutir qual a modelagem mais adequada para a ferrovia. Então, é uma prioridade do Ministério, é uma prioridade de Mato Grosso do Sul que a gente consiga fazer a revitalização da Malha Oeste”, contextualiza Verruck.
A Malha Oeste, antiga Noroeste do Brasil, tem 1.923 km de ferrovia e liga Corumbá a Mairinque (SP) e Campo Grande a Ponta Porã. Atualmente, o modelo estudado não inclui o trecho de Campo Grande até Ponta Porã.
Outro ponto debatido é o melhor formato: fazer uma rebitolagem da estrada férrea ou manter a bitola atual – a bitola é a medida utilizada para determinar o tamanho dos trilhos.
“A gente tem avançado nas tratativas. Nós já terminamos um estudo para relicitação desse trecho [Corumbá a Mairinque]. A Rumo agora ganhou o direito também de discutir e poderá permanecer nesse trecho”, diz Verruck sobre a empresa Rumo S.A., que devolveu a concessão da ferrovia.
A reativação da malha ferroviária do Estado é uma importante estratégia para reduzir o número de caminhões nas estradas e atuar no transporte principalmente de grãos, minério e celulose.
“Tem comprovação que já tem carga, como minério, celulose, soja, etc., então, ela é viável, é uma ferrovia que fica em pé. Hoje o que nós temos que discutir com o Ministério é a modelagem. Então, esse também foi um grande avanço do ministro, mostrar que está estudando, que tem interesse que no curto prazo a gente consiga realmente retomar os investimentos e a operação da nossa Malha Oeste”, avalia o titular da Semadesc.
Crédito: Correio do Estado por Súzan Benites



