Contabilizando 49.036 novos nomes negativados no período de um ano, Mato Grosso do Sul iniciou 2024 com um total de 1,054 milhão de pessoas em cadastros de inadimplentes. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa revelam que, na comparação com o mesmo o ano passado, o aumento foi de quase 5%, ficando a cima da média nacional de 2,73%.
O crescimento porcentual de inadimplentes foi de 4,88%, ante o 1,005 milhão de pessoas com o nome sujo registrado em janeiro de 2023. Ainda conforme o levantamento enviado ao Correio do Estado, o valor médio das dívidas por inadimplente é de R$ 5.544. Já o valor total devido no Estado é de R$ 5,848 bilhões.
A inadimplência deu este salto no ano em que o governo federal lançou o programa Desenrola Brasil, que tem como objetivo reduzir o número de negativados.
Segundo o mestre em Economia Eugênio Pavão, o crescimento da inadimplência acima da média nacional se dá pelos impactos que MS sofreu em sua economia.
“Questões estruturais, com o crescimento econômico chegando ao limite, potencializado por mudanças climáticas e geopolíticas, guerras e queda de demanda. Ou seja, o Brasil sentiu menos os impactos macroeconômicos do que o Estado”.
O economista e sócio da WGSA Gestão Empresarial Renato Gomes destaca que, de acordo com dados do Banco Central, os juros do rotativo do cartão de crédito estão em 440% ao ano, alta de quase 30 pontos porcentuais.
“Embora a tendência do juro-base da economia, a taxa Selic, apresente queda, saindo de 13% para 11%, ela é o oposto do que está acontecendo na ponta para o consumidor”.
Gomes avalia que o fator pode estar contribuindo para um aumento na base de inadimplentes, o que resultou em um acréscimo de em torno de 5% no número de inadimplentes no Estado.
Em um total de 2.138.342 de pessoas adultas economicamente ativas em Mato Grosso do Sul, quase metade (49,33%) encontra-se com alguma tipo de restrição, com um montante de 1.054.824 de cadastros de pessoas físicas (CPFs) negativados em janeiro deste ano.
Crédito: Correio do Estado por Evelyn Thamaris



