Em Campo Grande, a cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN ou ISS) para franquias passou de 5% para 2%. Apesar de cobrança diferenciada da alíquota para empresas franqueadas, os empresários da Capital recebem com otimismo a redução e acreditam no aquecimento do setor.

A medida contou com apoio da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes, por meio da Lei Complementar nº 511, em dezembro do ano passado.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), Adelaido Vila, a ação foi pensada como incentivo à economia da Capital.

“Nosso mercado é competitivo, o segmento varejista é competitivo, então isso faz bem, provoca evolução. Resumindo, é bom para todos, tanto para o empresário quanto para o consumidor”, opina.

Segundo Vila, a intenção é trazer desenvolvimento econômico. “A redução será mais um incentivo para o fomento de novas marcas na cidade. Lembrando que o setor de franquias é um dos que mais emprega e movimenta a economia com a geração de renda e empregos”, conclui.

Proprietário da Beco Acessórios, Djalma Santos ressalta que o impacto será direto no setor de serviços.

“No comércio, apesar de não ter um impacto significativo, por não recolhermos esse tributo, os efeitos em larga escala será positivo, vai aquecer a economia, e isso é excelente para todos”, comenta.

Sócio-proprietário da Microlins, Denilson Queiroz é um exemplo de franqueado já estabelecido em Campo Grande que enxerga a medida com bons olhos.

“Hoje, nós pagamos o ISS de 5% em cima da operação, e a redução para 2% é um estímulo para os investidores. 

Nós emitimos nota de tudo que vendemos, e isso faz uma diferença muito grande. Vai dar para investir mais no próprio negócio. Sem dúvida nenhuma, isso é muito significativo”, comemora.

Por outro lado, na análise da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a mudança não beneficia a economia de Campo Grande, pois a redução do ISS descrita está restrita para o serviço de franquia.

“A lei tem pouca efetividade para o desenvolvimento empresarial local e para a arrecadação do município”, disse em nota.

Crédito: Correio do Estado por Evelyn Thamaris