Desde a reativação do Plano Safra da Agricultura Familiar pelo Governo Federal, no ciclo 2023/2024, produtores familiares de Mato Grosso do Sul já contrataram R$ 814 milhões em crédito rural com juros subsidiados, voltados principalmente à produção de alimentos.

Levantamento do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) aponta que, na safra atual, até 30 de junho do ano passado, mais de 15 mil contratos de crédito rural foram firmados no Estado para o ciclo 2025/2026.

Em Mato Grosso do Sul, a agricultura familiar responde por 61% dos estabelecimentos rurais — mais de 41 mil propriedades — embora ocupe apenas 4% da área produtiva. Os dados são da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e do Sebrae-MS.

Nesse cenário, cerca de 80 mil famílias sul-mato-grossenses têm na agricultura familiar sua principal fonte de renda, sendo que 85% delas trabalham em áreas com menos de 50 hectares.

Números nacionais

De acordo com o MDA, a agricultura familiar gera mais de 10,1 milhões de postos de trabalho em todo o país e desempenha papel estratégico no desenvolvimento econômico de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes, conforme dados da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares).

Além da relevância econômica e social, o setor é a principal fonte de emprego no meio rural, concentrando 67% das ocupações no campo. No Brasil, aproximadamente 77% dos estabelecimentos agrícolas são classificados como familiares, contribuindo para a redução do êxodo rural ao garantir a permanência das populações no campo.

Entre 2023 e 2025, mais de 2 milhões de agricultores familiares em todo o território nacional acessaram crédito rural por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), dentro do Plano Safra da Agricultura Familiar.

Os recursos impulsionaram a diversificação das atividades financiadas pelo Governo Federal, com crescimento expressivo nos contratos destinados ao cultivo de feijão (+92%), arroz (+30%), leite (+26%), pescados (+26%) e bovinos (+107%).