Em Mato Grosso do Sul, o total de 346.610 trabalhadores tem direito a receber o abono salarial neste ano, de ano-base 2022. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício vai injetar um total de R$ 352,257 milhões na economia do Estado.
Ainda conforme a Pasta, somente no primeiro lote do Programa de Integração Social (PIS), pago por meio da Caixa Econômica Federal, e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pago por meio do Banco do Brasil, foram R$ 28,761 milhões para 27.322 trabalhadores beneficiados.
Obedecendo o calendário anual, com os pagamentos iniciados no dia 15, foram registrados em MS 3.457 beneficiados pelo Pasep com um montante de R$ 4,080 milhões, enquanto pelo PIS foram distribuídos R$ 24,681 milhões para 273.865 trabalhadores formais no Estado. Combinados, os dois programas somaram R$ 28,761 milhões.
Juntando todos os pagamentos até agosto, serão R$ 301,432 milhões por meio dos abonos da Caixa, que serão destinados a 301.945 pessoas em Mato Grosso do Sul. Já os 44.665 beneficiários que recebem
os abonos por meio do Banco do Brasil, os valores totalizarão R$ 50,825 milhões.
O mestre em Economia Eugênio Pavão destaca que a injeção de recursos na economia tem a capacidade de aumentar o consumo, a poupança e ajudar no pagamento de dívidas.
"Desse modo, o consumo faz com que o governo amplie a receita com tributos, fazendo a máquina girar", avalia.
Economista e sócio da WGSA Gestão Empresarial, Renato Gomes explica que o Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso do Sul é estimado em R$ 150 bilhões, dos quais 67% (R$ 100 bilhões) são produzidos pelo setor terciário, que inclui comércio e serviços.
"O setor terciário será o principal destino desse recurso do PIS, pois estará nas mãos dos trabalhadores, e não dos proprietários de capital. Então, tem mais propensão ao gasto com comércio e serviços", detalha.
Gomes complementa que o movimento financeiro, apesar de elevado, não se trata de algo tão significativo para a economia, tendo em vista que representará 0,35% da economia do setor terciário ou 0,25% da economia sul-mato-grossense.
"Por outro lado, sabemos que, como a densidade populacional pertence às maiores regiões do Estado, esse recurso circulará prioritariamente nas grandes cidades de MS, podendo então vir a fazer diferença no movimento do comércio", pontua.
Pavão acrescenta que basicamente as compras serão focadas em produtos mais baratos, pois o valor médio não é alto.
"Por outra ótica, esse movimento financeiro de 1% da economia, gasto dentro de apenas um mês, como provavelmente acontecerá, pode levar a uma percepção de impacto para o comércio e serviços das grandes cidades do Estado", diz o especialista.
O mestre em Economia Lucas Mikael aponta que a injeção dos R$ 352 milhões na economia de Mato Grosso do Sul neste ano é uma notícia muito positiva para o Estado.
"Esse incremento deve estimular o consumo, aquecer o comércio local, contribuir para a geração de empregos e fortalecer a economia regional como um todo. Isso cria um ciclo virtuoso de movimentação financeira que pode impulsionar o desenvolvimento econômico do Estado", avalia Mikael.
Crédito: Correio do Estado por Evelyn Thamaris



