Um torcedor do Brasil se Pelotas foi expulso do estádio Bento de Freitas ontem por exibir uma tatuagem com o título da autobiografia de Adolf Hitler, "Mein Kampf" (Minha Luta), livro que inspirou o movimento nazista na Alemanha. Outros torcedores do Brasil se revoltaram com o homem e o expulsaram da arquibancada durante o jogo do Brasil contra o Novo Hamburgo, pelo Campeonato Gaúcho.

A tatuagem com o título do livro de Hitler foi vista nas costas do homem, que ainda não foi identificado. Ele também trazia no braço o símbolo de uma cruz, parecida com a Cruz de Ferro, outro símbolo usado pelo exército nazista na primeira metade do século passado. Em nota, o Brasil confirmou o incidente e elogiou a iniciativa da torcida de expulsar o homem tatuado.

Em conversa com a reportagem, um dos torcedores que estavam no local na hora do tumulto afirmou que imagens das tatuagens começaram a circular no WhatsApp ainda no intervalo da partida. A torcida local ficou indignada e passou a procurar o homem para tomar satisfação. Ao ser abordado, o homem tentava se justificar, dizendo que as palavras eram "só o nome de um livro". Os demais torcedores chamaram a equipe de segurança do estádio que levaram o homem tatuado pra fora.

O caso repercutiu hoje nas redes sociais. Políticos de esquerda elogiaram a atitude da torcida de expulsar o homem com as tatuagens nazistas. "Parabéns a torcida do Brasil de Pelotas por ter expulsado o homem com tatuagens neonazistas da arquibancada no jogo de ontem", escreveu Manuela Dávila, ex-candidata a vice-presidente da República, do PCdoB. "Não podemos tolerar que manifestações como essa sejam toleradas!"

CREDITO - UOL