O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros em Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), Osni Belinati, disse que o auxílio-caminhoneiro pode influenciar individualmente nas eleições deste ano.

Ao Correio do Estado, o sindicalista disse não acreditar que os R$ 1 mil mensais para cada profissional poderão mobilizar toda a categoria em MS, contudo, considera que o valor pode influenciar no pleito de 2022.

“As convicções são individuais, cada profissional se guia de uma forma e não seria possível medir esta mobilização, uma vez que o voto é singular”, disse Belinati. Conforme o Ministério do Trabalho, os primeiros pagamentos do auxílio serão realizados a partir desta terça-feira (9).

Mais de 19 mil caminhoneiros podem receber a verba do "Bem-caminhoneiro" em Mato Grosso do Sul, e o profissional estima que entre o total de caminhoneiros que podem receber o auxílio, oito mil sejam autônomos subdivididos entre os 79 municípios sul-mato-grossenses.

“Enquanto líder da categoria não acredito nisso. Mesmo porque temos vários candidatos de MS, a Simone Tebet, os posicionamentos favoráveis ao Bolsonaro e ao Lula e outros candidatos”, complementou o sindicalista.

Poderão receber os auxílios os transportadores de carga autônomos devidamente cadastrados até 31 de maio de 2022 no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C).

O Ministério do Trabalho beneficiará os profissionais com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e CPF válidos, mediante informações daAgência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Ministério da Infraestrutura (Minfra) e processadas pelo Dataprev.

Pagamentos

Conforme o Ministério, as seis parcelas de R$ 1 mil do Bem-Caminhoneiro serão pagas até dezembro de 2022, e, os lotes de pagamento serão realizados pelo Ministério da Infraestrutura por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Caberá a ANTT encaminhar mensalmente ao Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) a relação dos transportadores autônomos de cargas que estiverem na situação “ativo” no RNTR-C.

A Dataprev será responsável por checar mensalmente os dados recebidos da ANTT, além das informações repassadas pelo governo federal, a fim de identificar os motoristas que têm direito ao benefício.

Segundo o Ministério do Trabalho, o terceiro pagamento deve estar disponível no dia 24 de setembro, com as demais parcelas pagas respectivamente em 22 de outubro, 26 de novembro e 17 de dezembro.

Proposta

Os benefícios estão dentro da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº1, que propõe um reajuste em valores de programas sociais de governo, além da criação de auxílios para caminhoneiros e taxistas.

A proposta prevê reajuste de R$200 no Auxílio Brasil, que saltou de R$400 para R$600.

Outro repasse a ser melhorado é o aumento de R$53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$1 mil, além da criação de um auxílio para taxistas, com custos estimados em R$ 2 bilhões.

Além dos recursos citados, a PEC prevê gratuidade no transporte público para idosos, além de subsídios para o etanol, recursos que se estendem igualmente até o fim deste ano. O custo de todas as ações é de R$ 41,25 bilhões.

Crédito: Correio do Estado por Alison Silva