Mesmo oferecendo dez vagas com salário inicial de R$ 32.260,69, o concurso para promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) chega à próxima fase com apenas nove candidatos. A seleção, marcada por controvérsias desde a segunda etapa, inicialmente eliminou todos os cerca de dois mil inscritos.

A prova objetiva, composta por cem questões de múltipla escolha, foi o primeiro filtro. No entanto, a maior polêmica surgiu na fase seguinte, a prova discursiva, que descartou integralmente os participantes. Após recursos e revisão dos resultados, o MPMS reconsiderou a análise e retomou 200 nomes para avaliação. Desses, 58 recorreram oficialmente, alegando falhas na correção. Apenas 11 tiveram suas contestações aceitas — e, ao final, nove confirmaram participação definitiva no certame.

O concurso é organizado pela Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa ao Ensino e à Cultura) e tem custo estimado em R$ 496 mil. Desde o início, o processo seletivo foi alvo de críticas de candidatos, especialmente após a exclusão em massa na etapa discursiva. A lista com os nomes dos classificados foi publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial.

Os aprovados seguirão para as últimas fases da seleção, que incluem avaliação oral, exame psicotécnico e análise do histórico pessoal. Conforme o edital divulgado, “qualquer cidadão poderá oferecer denúncia a respeito do comportamento dos candidatos”, sendo obrigatório apresentar provas e proibido o anonimato. O prazo para denúncias é de dois dias.

As próximas datas já estão definidas: o psicotécnico será aplicado em 3 de agosto. No dia 5 de setembro, ocorre o sorteio da ordem da prova oral, prevista para os dias 7 e 8 de setembro — este último, uma segunda-feira, logo após o feriado da Independência.